Procura por gás natural veicular aumentou no Brasil

Brasil está em segundo lugar no ranking mundial, intenção é dobrar número de postos que vendem GNV até 2005 para atingir a marca de 1000 postos

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SÃO PAULO – Diante do forte aumento da gasolina no ano passado, que fez com que o litro do combustível superasse a barreira dos R$ 2,00, muitos brasileiros começaram a rever seus meios de transporte, dando preferência pelo uso de outros combustíveis como o álcool e o gás natural veicular (GNV).

Brasil é segundo no ranking

Esta tendência já colocou o Brasil na segunda colocação no ranking mundial de conversão e postos de abastecimento de GNV, como indicam os dados do Inmetro e da Associação Brasileira do Gás Veicular.

O coordenador da Comissão de Gás Veicular do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás), R. Fernandes, estima que o país já conte com 500 postos de GNV, o que representa uma expansão de 74% em relação ao número de postos existentes no país no final de 2001.

Distribuição ainda é o maior problema

Com isto, os postos que vendem GNV já respondem por 1,77% dos postos de combustíveis no país. Segundo o IBP o ideal seria elevar este percentual para algo em torno de 5% a 6% do total, o que sugere que este é um mercado bastante promissor no país.

Entretanto, o IBP acredita que esta meta só deve ser alcançada daqui a dez anos, sendo que a expectativa é de que no final de 2005 existam mil postos de GNV no país. Apesar das vantagens oferecidas pelo GNV em relação aos demais combustíveis, o produto ainda enfrenta uma enorme barreira para aumentar sua penetração de mercado, que é a deficiência na infra-estrutura de distribuição do gás.

Economia é significativa

Praticamente estável na primeira metade do ano passado, quando o preço do litro da gasolina chegou, inclusive, a cair, o mercado de GNV cresceu forte no segundo semestre com uma expansão de 53% na frota de carros movidos a GNV.

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Segundo o IBP um motorista que roda 3 mil kms por mês com seu carro conseguiria economizar cerca de R$ 765 se optasse pelo uso de GNV, frente a uma economia de R$ 467 no caso do uso do álcool como combustível.

Apesar das boas perspectivas para o mercado de GNV, a Comissão de Gás Veicular (CGV) está preocupada com um aumento desproporcional do número de oficinas de conversão de veículos, que estariam crescendo mais do que a demanda. Segundo a CGV o número de conversões em oficinas caiu 34% em 2002, passando de 294 conversões em 2001 para 193 no ano passado.