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SÃO PAULO – Como parte do relatório do ICV (Índice de Custo de Vida), o Dieese também analisa a percentagem dos alimentos que compõem os índices que estão em queda, alta ou estáveis. Através desta análise, é possível determinar se a inflação, apesar de estar em alta, estaria perdendo fôlego ou não.
Menos produtos registraram inflação
Desta forma, em sua análise das variações dos preços, o Dieese, para verificar uma possível alteração do patamar da inflação, considerou como estáveis as variações de preços de até 1% para cima ou para baixo.
Assim, os preços que subiram mais do que 1% foram considerados como tendo comportamento inflacionário, enquanto os que caíram mais de 1% são considerados como tendo comportamento de deflação.
Ao analisar os dados do levantamento de março, o Dieese constatou que cerca de 46,6% dos itens que compõem o índice estavam com comportamento inflacionário muito acima do percentual registrado em março do ano passado, que era de 25,1%. Entretanto, com relação ao percentual de fevereiro deste ano foi constatada uma ligeira retração, visto que o percentual era de 47,6%.
Aumentou a participação dos produtos que ficaram estáveis
No que se refere aos produtos cujos preços estão estáveis, o percentual em março deste ano era de 38,6%, bem abaixo daquele registrado em março do ano passado, quando cerca de 53,7% dos produtos estavam com preços estáveis. A boa notícia é que com relação ao mês de fevereiro este percentual mostra uma evolução positiva, confirmando que a inflação pode estar perdendo fôlego. Em fevereiro o percentual de preços estáveis era de 36%.
Finalmente, no que se refere aos preços em deflação, o percentual neste mês de março era de 14,8%, o que indica um recuo em relação a fevereiro deste ano, quando 16,8% dos itens estavam com preços em queda. A queda é ainda mais significativa na comparação com março do ano passado, quando 21,2% dos produtos registraram deflação.
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Inflação acumulada segue alta
Os dados de março confirmam a desaceleração da inflação e inversão da tendência registrada na segunda metade do ano, em que a parcela de bens com alta de mais de 1% aumentava a cada mês e a parcela dos bens com deflação ou estáveis diminuía. Desde janeiro esta tendência se reverteu com a participação dos itens com inflação caindo significativamente.
Apesar disto, a variação acumulada de 12 meses é de 17,38%, indicando que o controle da inflaçã o ainda deve ser uma das preocupações do governo nos próximos meses.