Medicamentos essenciais continuarão com os preços controlados pelo governo

Governo negocia com indústrias do setor regular os preços para evitar discrepâncias entre os preços praticados no mercado

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SÃO PAULO – Os medicamentos considerados essenciais para a população não terão seus preços liberados como o previsto. Isto porque, no início do ano, foram liberados os preços de 260 medicamentos, sendo que para julho cogitava-se a hipótese de liberar o preço dos demais.

O governo decidiu retomar as negociações com as indústrias farmacêuticas acerca desse assunto. Já em relação aos medicamentos que terão seus preços controlados, a lista ainda não está definida.

Apesar disso, sabe-se que nesse documento deverão configurar remédios para tratamento da hepatite C, câncer, diabetes e para os hipertensos, lembrando que alguns antibióticos também passarão a ter seus preços controlados.

Liberação acarretaria aumentos excessivos

Segundo o secretario de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, José Alberto Hermógenes, é quase certo que o setor continuará sendo regulado, haja vista que em um universo de tantos milhões de habitantes, seria inviável liberar totalmente o preço dos medicamentos.

A liberação dos preços de todos os medicamentos refletiria possivelmente nos aumentos excessivos dos preços, inibindo, portanto, o acesso da população a determinados medicamentos que poderiam se tornar impagáveis. Nesse sentido, a reabertura das negociações com o setor seria bastante viável nesse sentido.

Dentre as medidas do governo para regular o setor farmacêutico no segundo semestre estaria a criação de farmácias populares com medicamentos a preços mais baixos. Outra idéia seria centralizar as compras governamentais do governo como forma de aumentar o poder de barganha do governo.