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SÃO PAULO – Após a redução do preço da gasolina entre o final do mês de abril e início de maio, que ficou em média 6,5% mais barato nas refinarias, o consumidor não pôde sentir o mesmo no que se refere aos preços da gasolina praticados nas bombas.
Para eles, a redução ficou em cerca de 3,38%, conforme levantamento de preços realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na ocasião, de forma que o preço médio do litro da gasolina entre os dias 11 e 17 de maio tinha passado de R$ 2,192 para R$ 2,118.
Na última quinta-feira, dia 27, o Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool publicou, no Diário da União, a resolução que autoriza o aumento do percentual de álcool etílico anidro combustível à gasolina. Desta forma a partir de 1º de junho, essa mistura passará de 20% para 25%. Em fevereiro, por risco de desabastecimento, a mistura havia sido reduzida de 25% para 20%.
Mistura aumenta, preço da gasolina cai
Segundo o presidente da União da Agroindústria Sucroalcooleira de São Paulo (Unica), Eduardo Pereira de Carvalho, com o aumento da mistura o preço do litro da gasolina poderá cair um pouco mais nas bombas, de forma a beneficiar os consumidores.
Como o preço do litro do álcool é mais barato que a gasolina, então quanto maior for o seu percentual na mistura, menos será o preço do litro do combustível.
Nesse sentido, Caravalho estima que o preço da gasolina seja reduzido em algo em torno de 2% a 3% nos postos. Levando-se em consideração que o preço do litro da gasolina está, em média, R$ 2,110 de acordo com o último levantamento disponível pela ANP (de 18/5 a 24/5), então a partir da próxima semana o consumidor pagará algo em torno de R$ 2,05.
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Em São Paulo, de acordo com o levantamento realizado no mesmo período, o preço médio do litro da gasolina estava em R$ 2,008. Após o aumento da mistura do álcool, o consumidor paulistano poderá gastar algo em torno de R$ 1,95 por litro de gasolina.