Cesta básica do paulistano recuou 0,45% no semestre, diz Procon-SP

Preço da cesta básica em 30/06 era de R$ 207,47 enquanto em 30/05 custava R$ 213,57, queda de 2,86% no último mês

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SÃO PAULO – Os paulistanos gastaram menos com alimentação no mês de junho. Pelo menos é o que foi constatado pela pesquisa diária do Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

O levantamento mostrou que no dia 30 de junho o preço da cesta básica do paulistano era de R$ 207,47, enquanto na mesma data no mês anterior a cesta custava R$ 213,57, queda, portanto, de 2,86%. No acumulado do primeiro semestre do ano a variação é de -0,45% e nos últimos 12 meses, de 32,59%.

Farinha de trigo e batata entre maiores altas e quedas

Analisando as várias categorias de produtos que compõem a cesta básica, as variações apuradas foram: alimentação (-3,59%), limpeza (1,32%) e higiene pessoal (-1,07%).

As maiores altas ficaram por conta do pacote de 500g da farinha de mandioca torrada (6,19%), o pacote com dez unidades do absorvente aderente (6,11%), a embalagem de 200g do biscoito maisena (4%), o quilo do sabão em pó (2,62%) e o quilo da carne de segunda sem osso (1,49%).
Já entre os produtos que apresentaram queda do preço no mês passado, destaque para o quilo da batata (- 24,58%), cebola (- 21,13%), feijão carioquinha (- 14,57%), lingüiça fresca (-8,92%) e do pacote de 5kg do açúcar refinado (- 5,44%).

Maioria dos preços caiu

No total a pesquisa levou em consideração a variação de preço de 31 produtos que compõem a cesta básica do paulistano, dentre os quais 10 subiram seus preços e 19 ficaram mais baratos. Outros dois permaneceram estáveis de acordo com a pesquisa.
Entre os produtos que tiveram seus preços reduzidos e que puxaram a queda do preço médio da cesta do último mês, considerando os respectivos pesos na cesta, a pesquisa apontou os seguintes itens (nesta mesma ordem): batata (-0,82%), feijão carioquinha (-0,69%), arroz tipo 2 (-0,35%), açúcar refinado (-0,31%) e carne de primeira (-0,22%).
Por último, o estudo mostrou que no grupo limpeza apenas o detergente líquido teve seu preço reajustado para baixo, enquanto em higiene pessoal somente o sabonete permaneceu com seu preço médio inalterado.