Paulistano gastou 3,82% a menos com a cesta básica em junho, afirma Dieese

O custo da cesta básica na capital paulista ficou em R$ 169,22. Em maio, o paulistano pagava R$ 175,95 pela cesta

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SÃO PAULO – Ainda que o preço da cesta básica do paulistano tenha caído 3,82% no mês de junho, conforme ficou constatado na Pesquisa Nacional da Cesta Básica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), a capital paulista continua respondendo pela cesta básica mais cara do país.

Custo da cesta ficou em R$ 169,22

De acordo com o estudo divulgado nesta sexta-feira, dia 04 de julho, o custo da cesta básica na capital é de R$ 169,22. Em maio, o paulistano pagava R$ 175,95 pela cesta básica. No acumulado do semestre a alta acumulada é de 6,61%, enquanto em 12 meses chega a 28,68%.

Comparando o custo da cesta básica em São Paulo com o salário mínimo líquido, isto é, líquido da parcela da contribuição à Previdência Social, no mês de junho a cesta do consumidor paulistano custava 76,35% de um salário líquido. Analisando o mesmo mês no ano passado, o custo da cesta respondia por 71,20% do mínimo. Em maio deste ano, este percentual era de 79,39%.

Arroz, manteiga e café foram exceções

O estudo do Dieese considera treze principais produtos que compõem a cesta básica do paulistano, sendo que nove deles ficaram mais baratos no mês de junho, são eles: tomate (-18,63%), batata (-8,99%), feijão carioquinha (-7,27%), óleo de soja (-4,82%), banana nanica (-4,08%), açúcar refinado (-2,82%), carne bovina de primeira (-1,57%), farinha de trigo (-1,39%) e pão francês (-0,82%).

Entre os alimentos que subiram de preço e conseqüentemente representaram um impacto maior no orçamento do consumidor, a pesquisa apontou as altas nos preços do arroz agulhinha (7,56%), manteiga (2,26%) e café em pó (0,39%). Por sua vez, o leite in natura tipo C permaneceu com o seu preço estável na capital.

Por último, o estudo destacou alguns produtos que acumulam altas mais expressivas no acumulado dos últimos doze meses, tais como: o arroz (79,61%), açúcar (76,92%), óleo de soja (58,00%), feijão (57,91%) e farinha de trigo (53,51%). O tomate (3,75%), carne (15,74%) e leite (17,68%) representam os produtos cujas altas foram mais moderadas no período.