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SÃO PAULO – Os sistemas de entrega em domicílio, mais conhecidos como delivery, estão cada vez mais presentes no dia-a-dia dos consumidores. Muitos estabelecimentos chegam a cobrar, inclusive, mais barato pelos mesmos produtos vendidos nas lojas físicas, de forma que a relação custo-benefício acaba atraindo um número maior de clientes para o estabelecimento.
Este é o caso, por exemplo, das farmácias delivery, que de cinco anos para cá estão tomando espaço das farmácias tradicionais. Isto porque além da comodidade de se comprar um medicamento por telefone e recebe-lo em pouco tempo em casa, os preços compensam na maioria dos casos.
Negociação com os fornecedores traduz preços mais baixos
Os maiores descontos nas redes delivery podem ser encontrados nos medicamentos de uso contínuo, como aqueles utilizados por diabéticos e hipertensos. Como no geral estes medicamentos costumam custar mais caro, então o consumidor acaba saindo em vantagem ao comprar à distância.
Já os medicamentos populares, como Novalgina e Cataflam, por exemplo, costumam sair mais baratos nas farmácias tradicionais. Pelo fato de custarem mais barato, essas farmácias geralmente oferecem promoções nesse tipo de produto.
A comodidade de receber os medicamentos em casa representa um custo ao consumidor, mas não chega a R$ 3, que é o preço cobrado pela entrega, que é feita ou no mesmo dia da compra, ou no máximo no dia seguinte.
O baixo preço dos produtos, de acordo com as empresas, está na negociação que fazem com seus fornecedores, o que possibilita manter os preços baixos por tempo indeterminado. Nas farmácias tradicionais é possível encontrar promoções para lá de atrativas, porém com prazo de validade.
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Falta legislação
Vale lembrar que ainda não existem leis especificas que regulamentem a atividade das drogarias delivery, de forma que estas estão funcionando sob algumas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e órgãos regionais.
Uma das exigências diz respeito à venda de medicamentos de uso controlado. Neste caso, a venda da medicação sem a receita médica é totalmente proibida. Para que as farmácias que entregam em domicílio possam vender medicamentos controlados, então precisarão possuir um balcão de vendas tradicional, além de um call center, medida esta que abrange o comércio eletrônico, por exemplo.
Se a empresa se enquadrar nessas exigências, então é possível comercializar os medicamentos de uso controlado, mas só com a apresentação da receita médica. O consumidor não precisa se preocupar, pois normalmente estas empresas enviam um motoboy até a casa do cliente para retirar a receita, que é analisada pelo seu farmacêutico para que só aí o medicamento seja entregue.