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SÃO PAULO – A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) divulgou sua pesquisa mensal referente ao comportamento do Índice de Intenções do Consumidor (IIC) neste mês de novembro.
Zona de pessimismo é ultrapassada pela terceira vez
Mesmo com a aproximação do Natal, a pesquisa não apresentou resultados positivos no que se refere às intenções de gastos dos consumidores. De acordo com o levantamento, o IIC registrou nova queda, de 0,90%, no mês de novembro em relação a outubro (99,52). O IIC caiu para 98,61 pontos, refletindo, mais uma vez, um maior pessimismo por parte dos consumidores.
É a terceira vez que a zona de pessimismo é ultrapassada no ano, sendo que em março o resultado havia ficado em 97,85 pontos devido à guerra no Iraque e tendência de aumento do desemprego. O índice vai de uma escala de 0 a 200, sendo que valores acima de 100 indicam otimismo, enquanto valores abaixo de 100 sugerem pessimismo. Em relação a novembro do ano passado o recuo é ainda maior, de 3,03%.
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Ainda que o consumidor tenha se mantido pessimista na última pesquisa da Fecomercio, houve um aumento de 7,8% em relação às expectativas de compra no curto prazo, o que indica que ainda há alguma disposição para as compras neste Natal. A expectativa no longo prazo registrou queda de 5,24%.
O IIC revelou ainda que houve melhora na intenção de compra de bens duráveis, como celulares (8,13%), vídeo-cassete/DVD (7,60%), automóvel (6,56%), televisão (5,52%) e aparelho de som (4,90%). No que se refere à vontade de não adquirir nenhum bem nos próximos 60 dias, ouve queda no índice de 48,44% para 46,25% de outubro para novembro.
Décimo terceiro incrementa o orçamento
O desemprego continua sendo fator preponderante para esfriar a confiança do consumidor. Para 30% dos 900 entrevistados, este é o grande problema vivido atualmente.
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Mas para os economistas da Fecomercio, mesmo com o poder aquisitivo corroído o consumidor tem o hábito de separar uma parte do décimo terceiro salário para comprar presentes pelo menos para os parentes mais próximos. Outros preferem saldar suas dívidas com o dinheiro extra, restabelecendo o seu crédito e, conseqüentemente, podendo voltar a comprar a prazo.