Passagens aéreas devem sofrer novo reajuste após alta do dólar

Reajuste médio das passagens deve ficar em 5%, caso a moeda atinja patamares mais elevados, percentual poderá ser revisto

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SÃO PAULO – Depois de ter anunciado um reajuste médio de 11,4% nas passagens de avião a partir do dia 22 de julho, as companhias aéreas informam que poderão reajustar novamente suas tarifas caso a cotação do dólar se mantenha um patamar acima da faixa dos R$ 3,15.

Reajuste estimado em 5%

A estimativa é que o reajuste seja de pelo menos 5%, mas caso a cotação da moeda norte-americana continue atingindo patamares mais altos, como aconteceu ao longo da semana, há ainda a possibilidade de um reajuste maior.

Desta forma, o reajuste só seria descartado caso a taxa de câmbio mantenha o valor de R$ 2,90, caso contrário o aumento no preço das tarifas será inevitável. O dólar tem um forte impacto no setor de transportes aéreos, pois a compra de combustível e o leasing de aeronaves estão diretamente ligados ao preço do dólar, o que significa que os custos aumentam à medida que a cotação da moeda norte-americana sobe. Isto explica, pelo menos em parte, o receio das companhias em manterem suas tarifas atuais.

Para se ter uma idéia a subsidiária da Varig, a Rio Sul, por exemplo, tem 50% de seu custo atrelado ao dólar, 10% a mais do que no ano passado, quando a participação do dólar nos custos da empresa era de cerca de 40%.

Passageiro pode esquecer descontos

Ao contrário do que aconteceu no primeiro semestre, quando a maior parte das companhias aéreas adotou promoções imperdíveis em suas passagens, reduzindo o preço de suas tarifas significativamente, estas ofertas estarão suspensas pelas próximas semanas.

O passageiro que está acostumado a aproveitar os preços mais em conta para viajar certamente irá se surpreender nos balcões das companhias. Quando o último reajuste das passagens foi anunciado, no início da semana passada, a Gol decidiu não mexer em suas tarifas, mas a crise no setor aéreo veio à tona com a alta do dólar e nem a pivô da guerra de tarifas com as operadoras de maior porte, como Varig e TAM, escapou de ter que mexer em seus preços. Isto por que a empresa precisou reajustar suas tarifas em cerca de 9%, além de suspender toda as promoções que já começavam a cair no gosto dos viajantes mais assíduos.