Condomínios subiram em média 2,18% em junho

Dado é da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), expectativa é de estabilidade em julho

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SÃO PAULO – Quem mora em apartamento certamente deve ter sentido uma certa diferença na conta do condomínio no mês de junho. De acordo com dados da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), responsável pela elaboração do Índice periódico de variação condominial (Ipevecon), o índice registrou alta de 2,18% em junho frente a um aumento de 1,54% no IGP-M, que é influenciado tanto pela variação dos preços ao consumidor como ao atacado.

Contribuição social responde por 72% do aumento

Contudo, no acumulado dos últimos 12 meses terminados em junho, o Ipevecom acumula alta de 4,07% frente a um aumento da inflação medida pelo IGP-M de 9,48% no mesmo período. A forte alta dos custos de junho interrompeu uma certa estabilidade nos preços, que se registrava desde janeiro, visto que até maio a varição acumulada de 12 meses era de apenas 1,849%.

Quase todos os grupos de despesas incluídas no cálculo dos condomínios subiram, mas o aumento mais acentuado aconteceu nos gastos com encargos sociais, que subiram 9,55%, seguidos dos gastos com consumo de água (+4,58%) e despesas com pessoal (+2,77%). O forte aumento nos gastos com contribuições sociais deve-se ao recolhimento da contribuição assistencial patronal e do custo confederativo dos funcionários de condomínios, que sozinhos respondem por 72% da variação do Ipevecom, ou um incremento de 1,57%.

Caem gastos com energia

Por outro lado, a queda nos gastos médios com energia sugere que muitas pessoas absorveram os hábitos do racionamento e passaram a gastar menos, visto que os valores médios gastos com energia baixaram 5,77% em junho. Também recuaram as despesas administrativas (-9,14%) e as despesas eventuais (-6,21%).

Finalmente, o presidente da AABIC, José Roberto Graiche, acredita que o índice deva ficar estável no mês de julho período em que não estão previstas despesas extras como as que aconteceram em junho. Além disto, Graiche lembra que o reajuste dos gastos com água, estimado em 8,22%, que era para ter sido aplicado em junho só deve ocorrer em agosto, de forma que só será refletido no índice de setembro.