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SÃO PAULO – De acordo com levantamento do Secovi (Sindicato da Habitação), o valor dos aluguéis subiu 0,90% no mês de agosto em relação a julho deste ano. O aumento não chega a surpreender, pois como discutimos em artigo anterior (clique aqui), os investidores têm procurado proteção para as incertezas no cenário econômico, através do investimento em imóveis para locação.
A pesquisa, que tem periodicidade mensal, analisou a evolução dos preços de 150 empresas especializadas na locação de imóveis que operam na cidade de São Paulo.
Reajuste abaixo da inflação
O maior aumento ficou por conta do preço dos aluguéis de imóveis de um e três dormitórios, cujos preços subiram 1%, enquanto o aumento dos aluguéis de imóveis de dois dormitórios foi menor, de 0,5%.
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O maior aumento dos imóveis de um e/ou três dormitórios reflete o fato de que muitos inquilinos migraram para imóveis menores como forma de reduzir os gastos com aluguel. Neste sentido, os inquilinos que não têm família e moravam em imóveis de dois dormitórios teriam procurado imóveis de um quarto, enquanto os com família que moravam em imóveis de 4 quartos teriam migrado para imóveis com 3 quartos.
Apesar do aumento nos preços dos aluguéis em agosto, a alta acumulada desde o início do ano ainda é de apenas 3,52%, enquanto nos últimos 12 meses o reajuste é de 4,12%. Com isto a perda em relação à inflação medida pelo IGP-M aumenta, visto que a inflação acumulada no ano já é de 7,95%, este percentual sobe para 11,01% se considerarmos a variação acumulada nos últimos 12 meses.
Manutenção é essencial na hora da locação
De acordo com o vice-presidente de Locação do Secovi, Sergio Lembi, uma das principais variáveis que os inquilinos levam em consideração na hora de alugar é o estado de conservação do imóvel, o que tem forçado os proprietários a investir na manutenção do imóvel para garantir a liquidez do mesmo na hora de alugar.
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Os dados do levantamento do Secovi apontam que 79% dos imóveis alugados foram considerados em boas ou ótimas condições, sendo que os apartamentos apresentaram melhores condições, com 86% deles sendo considerados em ótimo ou bom estado frente a 72% das casas. Esta diferença não chega a surpreender, uma vez que o condomínio acaba mantendo as áreas comuns dos apartamentos, enquanto nas casas muitas vezes o proprietário acaba abandonando a área externa, comprometendo o estado de conservação do imóvel.
Buscando resolver esta situação, alguns proprietários sem condições de manter seus imóveis acabam oferecendo aos inquilinos um ou dois meses de carência no aluguel, para que com este dinheiro façam os reparos necessários no imóvel. Na visão dos consultores imobiliários esta alternativa deveria ser usada por um número maior de proprietários, uma vez que o grau de conservação de um imóvel influencia diretamente o seu grau de liquidez, isto é, velocidade com que o mesmo consegue ser alugado.
Por último, na hora de exigir garantias a maior parte dos proprietários ainda prefere os fiadores, que respondem por 62% dos imóveis locados, em seguida fica o depósito caução, com 31% do total, e finalmente o seguro-fiança, com 7%.