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SÃO PAULO – Nesta semana o consumidor deverá pagar mais caro pelos combustíveis de maneira geral, já que nesta segunda-feira (4/11) e terça-feira (5/11) entram em vigor vários reajustes como o da gasolina, diesel e gás de cozinha.
Apesar dos reajustes estarem previstos somente para o início desta semana, alguns postos anteciparam os aumentos, que passaram a vigorar a partir do último sábado (02/11), o que surpreendeu os motoristas que tentavam se antecipar ao aumento. Esta tendência pode ser verificada ao se constatar que o movimento de alguns postos aumentou em até 50% durante o final de semana.
Dólar e petróleo começam a cair
Segundo a Petrobras, os aumentos foram necessários para repor a defasagem dos preços dos combustíveis causada pela alta do dólar e do petróleo no mercado internacional nos últimos meses. Contudo, o reajuste talvez tenha sido antecipado, visto que, apesar da defasagem dos preços, tanto o dólar quanto o petróleo já dão mostras de estarem baixando, de forma que o reajuste desta semana pode ter contribuído apenas para pressionar ainda mais os preços, alimentando a inflação.
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Nos últimos 30 dias o dólar norte-americano acumula baixa de 1,77% frente ao real, enquanto o petróleo no mercado internacional registra queda de 10,35%. Na época do último aumento concedido pela Petrobras, no final de junho deste ano, o dólar estava em R$ 2,819 e o petróleo em US$ 25,58. Na sexta-feira, o dólar fechou cotado em R$ 3,60, enquanto o petróleo fechou cotado em US$ 25,57.
Reajuste para consumidor chegou a 18%
Na sexta-feira a empresa ter anunciou que o preço do litro de gasolina deveria aumentar em 12,09% nas refinarias, enquanto o diesel deveria subir 20,50%, enquanto o GLP subiria 22,80%.
Desta forma, se as margens de distribuição e revenda fossem mantidas, assim como o preço do álcool, o repasse para o consumidor deveria ser de cerca de 9% no caso da gasolina, 17% no caso do diesel e 12% no gás GLP. Considerando que segundo levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo) o litro da gasolina estava em R$ 1,769 na semana antes do aumento isto implicaria em um aumento para R$ 1,93. Contudo, não foi isto que se verificou, e em alguns casos o repasse chegou a 18%, quase o dobro do anunciado pela Petrobras. Mas, na maioria dos postos o aumento ficou entre 9% e 13%, ou seja, entre R$ 1,93 e R$ 2,00.
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Apesar dos preços dos combustíveis estarem liberados desde janeiro deste ano, a maioria dos representantes do setor acredita que repasses excessivos podem levar o posto de gasolina a perder clientes. Enquanto os taxistas fazem as contas para ver se o aumento dos combustíveis irá diluir o reajuste de 8% recentemente aplicado nas tarifas, os caminhoneiros reclamam que o aumento de 17% do diesel, que compõe 40% do valor do frete, terá que ser repassado.