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SÃO PAULO – Durante o mês de outubro a cesta básica registrou alta de 5,88%, seu maior aumento desde 1999, quando a mesma apresentou variação positiva de 6,06% devido à maxi-desvalorização do real frente ao dólar que acabou pressionando o preço de vários produtos. Os dados são da pesquisa realizada pelo Procon-SP/Dieese na capital paulista.
Terceiro maior aumento do Plano Real
Desde agosto de 1994, quando foi implantado o Plano Real, este foi o terceiro maior aumento mensal da cesta básica, atrás somente do reajuste de outubro de 1994 (8,56%) e do de fevereiro de 1999. O custo da cesta básica tem registrado forte aumento nos últimos três meses, de cerca 18%, quando a valorização do dólar acabou levando muitos fabricantes a remarcarem seus preços.
Desde a entrada em vigor do Plano Real a cesta básica acumula alta de 73,7% subindo de R$ 106,40 em julho de 1994 para R$ 184,83 em outubro deste ano. Neste mesmo período o salário mínimo subiu 185%, passando de R$ 70 para os atuais R$ 200.
Alimentos subiram mais
Em outubro, o preço médio da cesta básica subiu de R$ 174,56 para R$ 184,83, um aumento de R$ 10,27 ou 5,88%. No acumulado do ano o aumento é de 16,83%, enquanto nos últimos 12 meses já chega aos 19,28%. No mesmo período o IGP-M acumula alta de 14,82% e 16,33%, respectivamente. Em outubro a maior alta ficou com o item alimentação, que subiu 10,02%, seguido do item limpeza, com alta de 5,62%. Em sentido contrário, o item de higiene pessoal registrou a maior retração, de 19,14%.
Dentre os itens que mais pressionaram o aumento da cesta, devido ao seu peso no cálculo do índice, podemos citar: pacote de 5 quilos de açúcar (1,76%), seguido do pacote de 5kg de arroz (1,50%), da carne de primeira (+1,39%), da carne de segunda (0,99%) e da lata de 900 ml de óleo de soja (0,72%).