Cesta-básica bate novo recorde e atinge R$ 188,42

Maiores altas ficaram com alimentação e higiene; percentual de reajustes aumentou em relação ao final de outubro e sugere nova onda de remarcação

Publicidade

SÃO PAULO – Depois de acumular alta de 5,88% durante o mês de outubro, o custo médio da cesta básica segue em alta nesta primeira semana de novembro. Com base nos dados da pesquisa do Procon, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), nesta terça-feira o preço médio da cesta ficou em R$ 188,42.

Desta forma, o custo médio da cesta básica registrou alta de 1,06% em apenas um dia, com o preço médio subindo de R$ 186,45 nesta segunda-feira para R$ 188,42 nesta terça-feira. Com isto para comprar uma cesta básica o trabalhador gasta cerca de 94% do seu salário mínimo, que atualmente está em R$ 200.
Apesar disto, desde junho de 1994, o preço médio da cesta básica registrou alta de 77,09% e neste mesmo período o salário mínimo subiu 185%, passando de R$ 70 para os atuais R$ 200.
Diferença é de 101%

Ainda mais impressionante é a constatação de que a diferença entre o preço mínimo da cesta básica, que é de R$ 130,89 e o preço máximo, de R$ 263,21, implica em uma diferença de 101%. Dos 68 itens pesquisados, cerca de 42 (ou 62%) tiveram alta, 15 (22%) baixaram de preço e 11 permaneceram estáveis (16%), o que sugere uma nova onda de reajustes visto que na semana passada o percentual de produtos que sofreram aumentos de preços era bem menor do que 40%.

Desta forma, a melhor recomendação para o consumidor continua sendo pesquisar preços, pois as diferenças podem ser bastante grandes. O item que mais subiu foi o de alimentação, com alta de 1,15% em apenas um dia, seguido dos itens de higiene pessoal e de limpeza cujas variações ficaram em 0,677% e 0,66%, respectivamente.
Alta no ano é de 19,10%

Com isto, o preço médio da cesta básica registrou uma alta de 1,94% em relação ao preço médio registrado na quinta-feira passada, dia 31/10, enquanto no acumulado dos últimos 30 dias a alta já chega a 10,97%.

No acumulado desde o início do ano a alta passa a ser de 19,10%, com os maiores aumentos ficando com o item alimentação (22,45%) e higiene (14,01%). Da mesma forma, no acumulado de 12 meses a cesta acumula alta de 21,12% com os itens de alimentação (23,68%) e higiene (18,94%) respondendo pelas maiores altas. Com isto, o aumento da cesta básica supera inclusive a variação acumulada até outubro e nos últimos 12 meses medida pelo IGP-M, que é de 14,82% e 16,337%, respectivamente.
A maior pressão no item alimentação acaba prejudicando principalmente a população de menor poder aquisitivo, onde o peso dos gastos com alimentação no orçamento familiar é maior.