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SÃO PAULO – Depois de acumular alta de 5,88% durante o mês de outubro, o custo médio da cesta básica segue em alta nesta primeira semana de novembro. Com base nos dados da pesquisa do Procon, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), nesta última quinta-feira, dia 7, o preço médio da cesta ficou em R$ 189,43.
Com isto para comprar uma cesta básica o trabalhador gasta cerca de 95% do seu salário mínimo, que atualmente está em R$ 200. Apesar disto, desde junho de 1994, o preço médio da cesta básica registrou alta de 78,04% e neste mesmo período o salário mínimo subiu 185%, passando de R$ 70 para os atuais R$ 200.
Diferença cai para 90%
Por sua vez, a diferença entre o preço mínimo da cesta básica, que é de R$ 132,37 e o preço máximo, de R$ 252,31, implica em uma diferença de 90%. No início da semana esta diferença era bem maior de 101%, só caiu graças ao forte recuo de 4,14% no preço máximo da cesta, que era de R$ 262,7. Em sentido contrário o preço mínimo da cesta básica registrou alta de 1,13%, já que estava em R$ 130,89 no início da semana.
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Dos 68 itens pesquisados, cerca de 36 (ou 53%) tiveram alta, 13 (19%) baixaram de preço e 19 permaneceram estáveis (28%). O item que mais subiu foi o de limpeza, com alta de 2,38% em dois dias, seguido do item de alimentação com alta de 0,26%, enquanto o item de higiene pessoal registrou recuo de 0,11%.
Alta no mês é de 2,49%
Com isto, o preço médio da cesta básica registrou uma alta de 2,49% em relação ao preço médio registrado na quinta-feira passada, dia 31/10, enquanto no acumulado dos últimos 30 dias a alta já chega a 11,46%.
No acumulado desde o início do ano a alta passa a ser de 19,74%, com os maiores aumentos ficando com o item alimentação (22,76%) e higiene (16,7%). Com isto, o aumento da cesta básica supera inclusive a variação acumulada do IGP-M até outubro e nos últimos 12 meses medida, que é de 14,82% e 16,37%, respectivamente. A maior pressão no item alimentação acaba prejudicando principalmente a população de menor poder aquisitivo, onde o peso dos gastos com alimentação no orçamento familiar é maior.