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SÃO PAULO – Diante da dificuldade de se levantar um financiamento imobiliário, especialmente devido ao aumento das exigências feitas pelos bancos privados, muitos brasileiros acabam optando pela construção da sua casa própria.
Se você está pensando em começar a construir, ou está no meio da sua obra, é bom rever as contas, pois o custo dos materiais de construção seguiu a tendência dos demais preços da economia e também subiu de forma significativa em novembro.
A afirmação se baseia nos dados do Sinduscon (Sindicato da Construção) de São Paulo, que apontam para um aumento médio de 4,95% nos preços dos materiais de construção. Este teria sido o maior aumento nos oito anos de Plano Real, que entrou em vigor em agosto de 1994.
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CUB chega a R$ 705,45 por m2
Apesar do forte aumento do custo dos materiais de construção (+4,95%) em novembro, a queda de 0,01% no custo de mão de obra das construtoras permitiu que o aumento do Custo Unitário Básico (CUB) fosse menos acentuado.
O CUB é usado no reajuste dos contratos do setor de construção, e registrou um aumento de 2,21%, o que eleva o acumulado no ano para 11,26% e nos últimos 12 meses para 11,68%. Desta forma, o valor do CUB subiu para R$ 705,45 por metro quadrado, dos quais 54% se referem aos gastos com mão de obra, estimados em R$ 381 por m2, e o restante aos gastos de material de construção, estimados em R$ 325.
Dentre os itens que mais aumentaram no mês passado, destaque para o custo do tubo de ferro (+15,36%), vidro (+14,67%), aço (+11,57%), cimento (+9,97%) e tinta a óleo (+7,78%). Dos 70 itens de material de construção analisados pelo Sinduscon para calcular o CUB, 21 (ou 30% deles) tiveram aumento ainda maior do que a inflação medida pelo IGP-M, que no mesmo período ficou em 5,19%.