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SÃO PAULO – O Brasil aumentou sua carteira de títulos públicos emitidos pelo governo dos Estados Unidos no mês de maio, mas registrou crescimento menor de seu portfólio que Índia e China, na comparação com o mesmo mês de 2011.
Segundo dados divulgados pelo departamento do tesouro norte-americano, o País se manteve como o quinto maior credor soberano dos EUA, tendo registrado uma expansão anual de 30,89% da carteira de títulos dos EUA.
Esterilização
O crescimento reflete a política de ampliação das reservas internacionais brasileiras. Todavia, em vez de guardar os recursos em espécie, os recursos são utilizados na compra de ativos considerados de baixo risco.
Na ponta da lista dos maiores detentores de títulos norte-americanos está a própria China e o Japão, seguidos por Reino Unido e os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que no entanto registraram uma queda do montante de títulos que possuem.
Reservas
Tradicionalmente, os papéis da dívida dos EUA são considerados “livres de risco”, por conta de sua elevada liquidez e do baixo risco de calote, constituindo uma importante reserva de valor para vários países e investidores.
Todavia, o país passa por impasse político sobre a elevação do teto da sua dívida. Segundo estimativas do próprio governo dos EUA, a data limite para rolagem da dívida do país, sem que a barreira seja ultrapassada, é dois de agosto.
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Teme-se que a situação gere um calote técnico por parte dos Estados Unidos, cujo rating AAA (Aaa) está sob ameaça de corte por parte das principais agências de classificação de risco internacionais.
Os dados divulgados pelo departamento do tesouro dos EUA são de maio de 2011, antes do agravamento do impasse no congresso do país, quando uma solução negociada era apontada amplamente como o cenário mais provável.
| Ranking – Credores EUA (Maio 2011) | |||
|---|---|---|---|
| Posição | País | Montante em carteira (US$) | Variação anual |
| 1º | China | 1,159 bilhão | 33,3% |
| 2º | Japão | 912,4 milhões | 16,25% |
| 3º | Reino Unido | 346,5 milhões | -1,19% |
| 4º | Opep | 229,8 milhões | -0,52% |
| 5º | Brazil | 211,4 milhões | 30,89% |
| 9° | Rússia | 115,2 milhões | -9,14% |
| 16º | Índia | 41,0 milhões | 39,9% |
| Fonte: Serasa Experiam | |||