Bolsas de emergentes vão sofrer com inflação e perda de competitividade, diz banco

Pressão inflacionária, valorização cambial, prêmio excessivo e fim do QE2 leva preferência para economias desenvolvidas

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SÃO PAULO – O Société Générale declarou sua preferência pelos mercados de ações de países desenvolvidos, em detrimento dos emergentes, como reflexo da queda de competitividade que companhias deverão sofrer com o aumento da inflação e a valorização cambial nos países em desenvolvimento.

O cenário, facilmente exemplificado pelo Brasil,  resulta em medidas políticas de aperto fiscal e monetário como forma de conter a demanda agregada, o que já pode ser observado por aqui, com a elevação do juro básico e a implantação de medidas macroprudenciais.

Além disso, a equipe liderada por Alain Bokobza acredita que o prêmio médio pago atualmente pelas ações de emergentes já apresenta tendência de queda, apesar de ainda estar em um patamar elevado, o que deixa campo livre para mais ajustes.

Prêmio excessivo
Desde meados de 2010, o prêmio pago nas bolsas dos emergentes em relação aos desenvolvidos recuou de 20% para 10%. Mesmo em queda, a situação ainda é muito diferente quando comparada a outros momentos de “saída de crise”, como por exemplo no final dos anos 90 quando havia desconto de 70% no mercado acionário dos emergentes em relação às economias centrais.

Além disso, o fim do QE2 (Quantitative Easing 2) em junho poderá ser mais um fator de desaceleração, uma vez que os emergentes não contarão mais com o excesso de liquidez promovido pelo Federal Reserve, responsável por injetar US$ 600 bilhões em recompra de títulos desde novembro do ano passado.

Fuja dos BRICs
Por fim, caso o investidor ainda prefira posicionar-se junto à um mercado emergente, o Société Générale é taxativo em recomendar ativos de países que não pertencem aos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China), os quais são tidos como “caros” e possuem uma perspectiva de desempenho abaixo de mercados menos explorados, que com plataformas acessíveis e confiáveis começam a atrair investidores.

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A título de curiosidade, índices de bolsas pouco conhecidas como  Mongólia e Sri Lanka, registraram performance excepcional no último ano, +167% e +95%, em dólares, respectivamente.