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SÃO PAULO – Apesar de mais um dia positivo na Bolsa, um dos grandes destaques desta segunda-feira (31) ficou na ponta negativa, com a Oi (OIBR4) fechando com o pior desempenho do índice e renovando sua mínima desde 2001, enquanto do lado positivo chamaram atenção os papéis da Eletrobras (ELET3; ELET6) que estendem seu rali das últimas semanas. No geral foram 8 das 72 ações do índice registrando alta de mais de 3%, enquanto apenas 3 papéis recuaram mais de 2%.
No caso da companhia de telecomunicação, dá continuidade o cenário da última semana as ações da companhia registraram uma forte queda após a decisão da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de que os controladores da Oi poderiam votar na assembleia que examinará o valor dos ativos da Portugal Telecom a serem aportados no aumento de capital da empresa brasileira. A autarquia também manteve a data da assembleia que discutirá o tema, marcada para amanhã. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou o plano de fusão da Oi com a Portugal Telecom mesmo após protesto de minoritário.
Contudo, a CVM suspendeu na noite de quinta-feira, por 30 dias, a oferta primária de ações da companhia, por conta de declarações do presidente da Oi, Zeinal Bava, à imprensa sobre a oferta. A empresa disse, em fato relevante, que vai enviar à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o mais rápido possível, os esclarecimentos para retomar sua oferta pública de ações. Os papéis preferenciais da Oi fecharam o pregão com queda de 3,41%, cotados a R$ 3,12.
Estatais e bancos
Enquanto isso, as ações de duas estatais dão continuidade ao rali apresentado nas duas últimas semanas. Os papéis ordinários da Eletrobras encerraram o dia com alta de 4,76%, a R$ 6,60, enquanto os preferenciais subiram 0,93%, para R$ 10,88. No acumulado desde 17 de março, os ativos ON já registram alta de 30% e os PN avanço de 20%. O cenário de alta também segue para o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,80, +2,61%), que nas duas últimas semanas tiveram valorização de 21%.
Já os bancos seguem como uma das maiores altas do Ibovespa. Destaque para as ações do Itaú Unibanco (ITUB4), que subiram 1,99%, a R$ 33,90 – com ganhos acumulados de 15% nas duas últimas semanas. Porém, durante o dia os papéis atingiram ganhos de 2,11%, para R$ 33,94, seu maior patamar desde novembro de 2010. Seguindo o movimento de alta, as ações do Santander (SANB11, R$ 12,57, +3,71%) e do Bradesco (BBDC3, R$ 33,61, +1,17%; BBDC4, R$ 31,19, +1,60%) também avançam.
Vale
As ações da Vale (VALE3, +1,32%, R$ 31,42; VALE5, +1,94%, R$ 28,35) subiram mais de 1%, dando continuidade ao movimento positivo das duas últimas semanas. Na última sexta-feira, a mineradora informou que propôs o pagamento da primeira parcela de dividendos, no valor de US$ 2,1 bilhões, como já havia sido anunciado em 30 de janeiro. Segundo comunicado, a companhia deve pagar US$ 0,407499945 por ação ordinária ou preferencial. Além disso, notícias positivas da China ajudam a companhia.
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O preço do minério de ferro no mercado à vista asiático e os contratos futuros do produto na bolsa de Dalian, na China, atingiram máxima de mais de três semanas nesta segunda, refletindo otimismo de que a demanda por minério e por aço se recupere no país nos próximos dois meses, que costumam ser de maior consumo. O minério com teor de 62% de ferro subiu 4%, para US$ 116,80 por tonelada, segundo dados compilados pelo Steel Index.
Por outro lado, uma notícia negativa aparece no radar da empresa. Em documento enviado à SEC (Securities and Exchange Comission, a CVM dos Estados Unidos), a Vale reconheceu oficialmente a possibilidade de perder US$ 507 milhões aplicados na compra dos direitos minerários da jazida Simandou, na Guiné. “Se o comitê técnico [criado pelo governo local] recomendar a revogação [do direito minerário] e o governo da Guiné decidir aceitar essa recomendação, a Vale poderá perder todo o seu investimento no projeto de Simandou”, disse a empresa no texto.
Petrobras
As ações da Petrobras (PETR3, -0,33%, R$ 14,96; PETR4, +0,77%, R$ 15,78) fecharam em lados opostos do índice em meio a uma série de notícias sobre a empresa. Informações apontam que a empresa pagou US$ 85,14 milhões à Astra Oil em fevereiro de 2007 para garantir à sua então sócia na refinaria de Pasadena um lucro mínimo com o negócio, atendendo à exigência do acordo de acionistas que as duas empresas haviam assinado no ano anterior.
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Segundo a XP Investimentos, a Petrobras deverá permanecer no radar durante todo o ano de 2014, continuando citando dois pontos importantes para as ações: reajuste de combustíveis, no intuito de estancar perdas de R$ 5,5 bilhões por trimestre, e cenário macroeconômico, com divulgação de pesquisas eleitorais.
Forjas Taurus e BR Insurance
Os papéis da Forjas Taurus (FJTA4) e BR Insurance (BRIN3) despencaram nesta sessão, após divulgação dos resultados do quarto trimestre. As ações caíram 11,18% e 30,21%, respectivamente, cotadas a R$ 1,51 e R$ 11,41. A Forjas Taurus registrou receita líquida de R$ 156,1 milhões no quarto trimestre, queda de 20% na comparação com o mesmo período de 2012, e prejuízo líquido de R$ 70,2 milhões, frente perdas de R$ 23 milhões anteriormente.
De acordo com a XP Investimentos, o resultado foi fraco e influenciado principalmente pelo aumento de concorrência no mercado americano aliado a dificuldade de repasse de aumento de custos. Junto a isso, a empresa segue envolta num denso processo de reestruturação de operações que acarreta entre outras coisas em maiores despesas operacionais no curto prazo e os benefícios tendem a serem sentidos somente no longo prazo, comentaram os analistas.
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Aproveitando esse movimento, Luiz Barsi Filho, um dos maiores investidores pessoa física da Bovespa e listado em 120° lugar no ranking de bilionários da revista Forbes em 2013, mostrou que segue à risca sua “receita de sucesso” na Bolsa: comprar mais quando o mercado cai. Em fevereiro, o investidor conhecido por fazer fortuna no mercado de ações, reforçou sua carteira com Forjas Taurus e comprou mais ações, anunciando que o papel poderia ser próxima bola da vez. Com a queda de hoje, Barsi afirmou que adquiriu ainda mais ações neste pregão, aproveitando a queda do papel.
Já a BR Insurance viu sua receita líquida crescer 12,9% entre os meses de outubro e dezembro de 2013, frente ao mesmo período de 2012, atingindo R$ 257,8 milhões. O resultado, segundo a empresa, foi impactado pelo cancelamento de apólices de seguros que foram descontinuadas pelo segurado após a sua contratação, devido à inexistência de necessidade da cobertura contratada. O lucro líquido contábil atingiu R$ 13,9 milhões no trimestre, queda de 58,5% na mesma base de comparação. O recuo tem como base a elevação das despesas administrativas, provisão para perdas em recebíveis, assim como pelo crescimento de cancelamentos de apólices.
Rossi acumulam ganhos de 9% desde o resultados
Com alta de 2,84% nesta sessão, os papéis da Rossi (RSID3) fecharam cotados a R$ 1,81. Com isso, a companhia já acumula ganhos de 9,5% desde a divulgação do resultado, na quinta-feira à noite. A construtora teve lucro líquido de R$ 2,5 milhões entre outubro e dezembro, ante prejuízo de R$ 338,4 milhões um ano antes. Mas o resultado ficou abaixo dos R$ 11,5 milhões esperados por analistas.
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Sabesp
As ações da Sabesp (SBSP3) fecharam o dia com valorização de 2,53%, sendo cotadas a R$ 21,10. O movimento ocorre após a companhia divulgar seus resultados do quarto trimestre.
A receita líquida da empresa subiu 4,3% no quarto trimestre de 2013, frente ao mesmo período de 2012, indo para R$ 3,101 bilhões, enquanto o lucro líquido recuou 22,8%, para R$ 590,7 milhões. No entendimento da XP Investimentos, a Sabesp segue apresentando números bons, dentro do possível, dado o reajuste tarifário aplicado à empresa e o imperativo de elevados investimentos que a companhia é exigida a fazer.