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RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO – O Santander Brasil (SANB11) acredita que o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) das ações que reivindicam correção de cadernetas de poupança por perdas com planos econômicos das décadas de 1980 e 1990 deve ser demorado devido à sua complexidade.
“Os bancos cumpriram as regras e indicações do Banco Central. É um processo que vai demorar”, disse o vice-presidente executivo Carlos Galán, em reunião com investidores no Rio de Janeiro.
O STF, que iria retomar no dia 26 o julgamento das ações que tratam do direito de ressarcimento por prejuízos decorrentes dos planos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2, adiou o julgamento por tempo indeterminado na última quarta-feira (19). A decisão de adiar o julgamento foi tomada em consenso pelos ministros do STF na tarde da véspera. Um dos motivos para adiar o julgamento, segundo apontou o jornal Folha de S. Paulo, é o julgamento dos últimos recursos do processo do mensalão, que deverá se estender para a próxima semana. Outros dois ministros ouvidos pelo jornal também apontaram para a pressão dos bancos como um dos motivos para se adiar o julgamento.
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O executivo se recusou a delimitar o tamanho do impacto para o Santander, uma vez que cada plano tem muitas variáveis. “Isso merece um tratamento cauteloso e moderado”, acrescentou.
O Ministério da Fazenda calcula perdas de cerca de R$ 149 bilhões para os bancos se eles forem obrigados a fazer a mudança do índice aplicado na época dos planos, montante este que equivale a um terço do patrimônio dos bancos. Metade deste valor viria do Banco do Brasil (BBAS3) e da Caixa Econômica Federal, o que levaria a um efeito “devastador” do crédito à economia. Por outro lado, a defesa dos poupadores avalia que os valores somam cerca de R$ 18 bilhões, uma vez que é este o montante preparado pelas instituições financeiras caso percam a causa na Justiça.
O Santander anunciou no fim de janeiro que teve lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão entre outubro e dezembro, queda de 12,3% ante igual período de 2012, mas acima do esperado pela média de estimativas de 8 analistas ouvidos pela Reuters, que apontava lucro recorrente 17,3% menor, a R$ 1,33 bilhão.
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(Com Reuters)