Setor elétrico: corretora elege papéis com melhores perspectivas no curto prazo

Analistas opinam sobre fatos recentes, como leilões e MP 466, e indicam também quais ações devem ter lucros realizados

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SÃO PAULO – Com tantos acontecimentos movimentando o noticiário em torno do setor de energia, a equipe da Itaú Corretora dá sua opinião sobre recentes eventos, destaca os mais importantes que estão por vir e elege seus papéis preferidos.

Na retrospectiva de fatos recentes, os analistas destacam o cancelamento do leilão de energia A-5, até então agendado para ocorrer no próximo dia 21 de dezembro, devido a uma falha no processo de obtenção de licenciamento ambiental prévia.

A notícia, decepcionante em geral, é particularmente negativa para a MPX Energia (MPXE3), que segundo a Itaú, tinha três projetos muito competitivos – “os mais bem-posicionados para vencer a disputa”.

Em contrapartida, a equipe se mostra otimista quanto ao principal evento que está por vir: o leilão de energia eólica, marcado para a próxima segunda-feira (14). “Esperamos surpresas positivas por parte de CPFL Energia, Tractebel, Cemig e até mesmo da Light, que recentemente anunciou intenções de ampliar atividades no Nordeste”, afirma a corretora.

MP benéfica à Eletrobrás

Outro fato que mexeu com o setor de energia brasileiro nas últimas sessões foi a aprovação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva da MP (Medida Provisória) 466, que tornou permanentes os subsídios concedidos à concessão de energia na Região Norte.

Para a Itaú, a notícia é extremamente benéfica à Eletrobrás (ELET6, ELET3). O diretor financeiro da empresa, Astrogildo Quental, declarou na quinta-feira passada que, com a notícia, a Eletrobrás possa recuperar até R$ 1,5 bilhão das perdas anuais registradas na região.

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“A MP traça um novo cenário à Eletrobrás e provavelmente obrigará até mesmo os investidores mais cautelosos a revisarem suas considerações sobre o plano de investimentos da companhia”, afirma a instituição.

Onde investir…

De fato, os papéis da Eletrobrás estão entre os preferidos dos analistas entre o setor brasileiro de energia no atual momento. Mas não estão sozinhos: outras ações também recebem boas perspectivas de curto prazo por parte da equipe da Itaú. Confira:

Eletrobrás

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Para os analistas, a despeito da forte valorização registrada pelos ativos da Eletrobrás, “ainda há espaço adicional para maiores ganhos”. No entanto, a preferência fica com os preferenciais, já que os papéis ordinários estariam supervalorizados diante da possibilidade de quitação da dívida de dividendos da empresa, o que, na visão do Itaú, “é algo improvável no curto prazo”.

CPFL Energia
As ações da companhia (CPFE3) também recebem boas perspectivas de lucro no curto prazo. “A CPFL apresenta uma das piores performances no acumulado deste ano, a despeito de seus bons fundamentos, expertise em aquisições e bom posicionamento para o leilão de energia eólica”, explicam os analistas.

Tractebel

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Assim como a CPFL, os ativos da Tractebel (TBLE3) também estariam subvalorizados neste ano, quando comparados a seus principais pares. Para a Itaú, tal penalização se deve a uma reação excessiva do mercado quanto ao preço pago pela empresa na hidrelétrica de Estreito.

…e onde realizar lucros

Assim como elege seus papéis preferidos para investimentos no curto prazo, o Itaú também recomenda a realização de lucros para algumas ações de companhias brasileiras de energia. Para tal, a corretora cita:

Cemig

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“O mercado já precificou em um bom preço-justo as recentes aquisições da AG e Equatorial realizadas pela Cemig, e, portanto, vemos o atual momento como uma boa oportunidade de realização de ganhos”, opinam os analistas do Itaú sobre os papéis da empresa mineira (CMIG4).

Transmissão Paulista

A corretora também prefere uma postura cautelosa quanto aos papéis da Transmissão Paulista (TRPL4), que tiveram seu desempenho recentemente afetado pela notícia de que o governo do Estado de São Paulo pretende vender sua fatia no capital social da empresa. “Embora vejamos o fato como positivo no longo termo, por elevar a liquidez das ações, acreditamos que ainda há espaço para maiores correções”, pondera a equipe.