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SÃO PAULO – O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou nesta segunda-feira (13) um pedido de 13 bancos liderados pelo Itaú Unibanco para a falência do Grupo Schahin, mantendo assim o atual plano de recuperação judicial da empresa. O plano prevê o pagamento de todos os credores, sem deságio, ao longo dos próximos 15 anos, até 2030. O passivo estimado é de R$ 6,5 bilhões.
Desembargadores da 2ª Câmara de Direito Empresarial entenderam que a situação atual é mais vantajosa aos credores do que seria com a decretação da falência. Este cenário se dá pelas operações do navio-sonda Vitória 10.000, no pré-sal, que é o único ativo da empresa.
O contrato com a Petrobras rende cerca de R$ 20 milhões por mês e caso fosse decretada a falência, o entendimento é que esse contrato não seria mantido. “Esse contrato vence só em 2020. Então por que quebrar o Schahin agora?”, disse o desembargador Claudio Godoy.
O grupo de credores envolve 13 bancos e exigia no recurso “80% dos recursos do plano de recuperação, mesmo tendo direito a apenas 30%”, afirmou a Schahin em comunicado à imprensa.
(Com Reuters)