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SÃO PAULO – O comitê encarregado pelo orçamento do governo japonês começou seus trabalhos nesta quarta-feira (11), na tentativa de identificar gastos desnecessários como forma de reduzir o déficit fiscal do país. Os membros, deputados e especialistas, irão analisar cerca de 220 itens nos nove dias de reunião, para avaliar se o orçamento de ¥ 95 trilhões para 2010, o maior da história japonesa, é realmente necessário.
A intenção é cortar cerca de ¥ 3 trilhões dos pedidos já feitos para o orçamento do próximo ano. Na primeira sessão da reunião, o comitê, liderado pelo primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, recomendou que nove programas sejam cortados, o que geraria uma economia equivalente a ¥ 70 bilhões.
Controle de gastos
Os déficits fiscais do governo japonês preocupam o mercado. Em declarações recentes, o ministro das Finanças Hirohisa Fujii disse que a piora na saúde fiscal do Japão é um dos fatores que contribuiu para o ganho recente em operações com os títulos da dívida pública. Segundo ele, a alternativa viável para o governo na tentativa de barrar essa preocupação é restringir o orçamento e eliminar gastos.
Fujii reiterou que a meta do governo é não deixar que a emissão de títulos ultrapasse ¥ 44 trilhões no próximo ano fiscal, que começa no dia 1 de abril – total que já era previsto para o período.
Na quarta-feira, a agência de classificação de risco Fitch Ratings alertou ao Japão que poderá revisar o rating do país caso o governo não consiga manter sua meta de endividamento.