CIT Group não confia em ajuda do governo e estuda alternativa com conselheiros

Filial de Nova York demonstra que resgate do governo não virá; setor manufatureiro aponta cautela com impactos da falência

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SÃO PAULO – O grupo de serviços financeiros CIT Group vê a possibilidade de não receber ajuda do governo norte-americano e estuda alternativas com conselheiros para recuperar liquidez. Segundo reportou a Bloomberg nesta quarta-feira (15), a filial da companhia em Nova York comunicou, em nota, que não acredita em um resgate público no curto-prazo.

O governo norte-americano estuda alternativas para a situação financeira da instituição, com o intuito de evitar o pedido de falência. A expectativa é de que a decisão saia nas próximas 24 horas, de acordo com informações veiculadas na mídia internacional.

Entre as alternativas em pauta para resgatar a liquidez, está o pedido do grupo de ter acesso a um programa da FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation), que daria uma garantia governamental a suas dívidas e lhe permitiria vender obrigações com baixas taxas de juros. No entanto, o órgão está relutante em função dos altos riscos da operação.

O Tesouro dos EUA, o Federal Reserve e a FDIC debatem os impactos de uma possível falência da instituição sobre a economia norte-americana. A instituição tem, atualmente, cerca de um milhão de clientes nos EUA, sendo 300 mil empresas manufatureiras. “A CIT é certamente muito importante para o setor manufatureiro para ser deixada falir”, declarou a presidente da Federação Nacional da Indústria Manufatureira dos EUA, Tracy Mullin.

Crise de liquidez

A companhia, que declarou nesta semana estar passando por uma crise de liquidez, amargou uma queda de 99,38% em seus ativos na tarde desta quarta-feira, tendo as negociações interrompidas após estarem valendo 1 centavo de dólar em Wall Street. A financeira tem US$ 1 bilhão em títulos de dívida com maturidade no próximo mês.