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SÃO PAULO – O Banco Central da Índia optou nesta terça-feira (28) por manter o referencial de juros inalterado em 3,25% ao ano, sinalizando o fim do ciclo de redução adotado desde a deterioração da economia local devido aos impactos da crise financeira global.
Embora a recuperação ainda não seja concreta, a manutenção da taxa se deve principalmente à possibilidade de retomada do risco inflacionário. Nesse contexto, o banco também optou por elevar as estimativas de inflação para o ano que termina em março de 2010, passando de 4% para 5%.
De acordo com o presidente da autoridade monetária indiana, Duvvuri Subbarao, a instituição irá manter uma política monetária flexível até que haja sinais de recuperação definitiva e robusta. Entretanto, Subbarao ressaltou que isso não significa uma política estacionária.
“Mais para frente, o Banco Central terá que reverter as medidas expansionistas para controlar as pressões inflacionárias ao mesmo tempo em que preserva o momentum de crescimento”, afirmou Subbarao em comunicado, sinalizando uma possível alta do referencial de juros num futuro próximo.
Medidas de estímulo
As preocupações em relação às pressões inflacionárias aumentam com a quantidade de medidas de estímulo anunciadas pelo governo indiano. A estimativa do Banco Central da Índia é de que as ações promovidas desde setembro atingem um montante de 6 trilhões de rúpias.
Dentro deste total estão as medidas anunciadas pelo ministro de Finanças Pranab Mukherjee no dia 6 de julho, revelando planos de emprestar 4,51 trilhões de rúpias, ou cerca de US$ 94 bilhões, para financiar gastos com infraestrutura e programas sociais. Dessa forma, a projeção é de que o déficit orçamentário chegue a 6,8% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano até março de 2010.
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Prevendo problemas futuros devido ao déficit, Subbarao pediu ao governo que planeje medidas para reduzir o saldo negativo. Segundo ele, um déficit orçamentário prolongado pode reduzir os investimentos privados e impulsionar a inflação, trazendo mais desafios para a economia.