CPI da Petrobras começa com bate-boca e presidente é chamado de “moleque”

Motta revidou e disse que não aceitaria desaforo e que não seria "fantoche de ninguém". "Na minha terra, de onde eu venho, homem não grita comigo", rebateu

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SÃO PAULO – A sessão da CPI da Petrobras (PETR3; PETR4) nesta quinta-feira (5) foi bastante agitada, com troca de insultos e bate-boca entre os deputados. O presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), que tem 25 anos e está em seu segundo mandato, chegou a ser chamado de “moleque” pelo parlamentar Edmilson Rodrigues (PSOL-PA). Motta revidou e disse que não aceitaria desaforo e que não seria “fantoche de ninguém”. “Na minha terra, de onde eu venho, homem não grita comigo”, rebateu.

A discussão ganhou força após Motta anunciar que criará quatro sub-relatorias para dividir os trabalhos, hoje concentrados em Luiz Sérgio (PT-RJ), e afirmar que indicaria de ofício o nome dos sub-relatores, sem consultar o plenário. Isso levou os deputados do PT e PSOL a tentarem mudar a protestar com veemência, que aos berros protestavam para que o presidente não indicasse os sub-relatores sem ouvir o resto do plenário e sem dar espaço para o relator, Luiz Sérgio. Porém, o presidente da CPI seguiu lendo o nome das sub-relatorias sem dar ouvidos às manifestações.

Os deputados Afonso Florence (PT-BA) e Ivan Valente (PSOL-SP) ainda tentaram argumentar que a indicação dos sub-relatores, pela tradição da Casa, costuma ser feita pelo relator. Porém, o presidente da comissão novamente não aceitou e disse que o regimento é omisso sobre esse ponto e que ele mesmo faria essa indicação.

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Um dos problemas discutidos pelos integrantes de algumas legendas na comissão, como PSOL, PPS e PSB, é que eles não foram consultados sobre a escolha dos vice-presidentes da comissão, realizada no início da sessão, nem sobre a criação de sub-relatorias da CPI. Com isso, os poderes do PT, que ocupa o cargo de relator, acabam diminuídos.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.