Chance da GM entrar em concordata é de 64%, segundo avaliação

Levantamento da InfoMoney mostra que ideia não descartada pelo novo CEO é considerada alternativa para a maioria

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SÃO PAULO – Enquanto corre o prazo em que a General Motors precisa definir um plano de reestruturação com o objetivo de convencer sua viabilidade ao governo norte-americano, ganha corpo o discurso que aponta a recuperação judicial como o melhor caminho à montadora. Ideia acelerada também nos bastidores da empresa.

Segundo avaliação da InfoMoney, a reta final desse percurso está cada vez menos nebulosa. Frente à pergunta: “Qual você estima seja a chance da GM entrar em concordata?”, foram coletadas 2.377 opiniões, que resultaram em uma média ponderada de 63,72% de possibilidade.

Mais de 24% dos consultados selecionaram a opção 100%, considerando totalmente possível tal desfecho à gigante de Detroit – o que acabou puxando a média para cima. Quase 13% foram levemente menos confiantes: 90%. Enquanto cerca de 11% optaram pela neutralidade dos 50% de chance.

Prova final

O fato: o projeto de reestruturação é uma contrapartida pela ajuda de US$ 17,4 bilhões oferecida à GM e à Chrysler em dezembro, dos quais US$ 13,4 bilhões já foram obtidos pela maior automobilística dos EUA. Para não quebrar, ela pode precisar de mais dinheiro. Ficou combinado que o governo fornecerá capital de giro até junho, enquanto a companhia tenta chegar a acordos com sindicatos e credores.

Fritz Henderson, que recentemente substituiu Rick Wagoner como CEO (Chief Executive Officer) da GM, tem se manifestado em tom confiante a respeito da preparação do plano. A preferência é evitar a concordata, mas ela não está descartada. Atualmente, a montadora possui cerca de US$ 62 bilhões em dívidas.

A ideia é dividir a empresa. A nova GM deteria apenas os melhores ativos da antiga. A parte não lucrativa seria extinta. De acordo com a mídia internacional, a diretoria tem se esforçado no sentido de reduzir despesas supérfluas e há a possibilidade do grupo se desfazer de algumas marcas.

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Caso não sobrem alternativas senão a última cartada, a General Motors contribuiria para o saldo negativo das estatísticas. De acordo com dados do American Bankruptcy Institute, o número de pedidos de recuperação judicial atingiu o maior nível em uma década no ano passado (43.000 empresas).

Setor combalido

É importante destacar que os problemas da indústria automotiva norte-americana vêm de antes da crise. Março confirmou o décimo sexto mês consecutivo de queda para as vendas de veículos no país. No caso da GM, as vendas caíram 42,5%.

A General Motors apresentou prejuízo líquido de US$ 9,6 bilhões no último trimestre de 2008. No acumulado no último ano: US$ 30,9 bilhões foi o prejuízo – o segundo maior de sua história centenária. A receita caiu 52% no período.

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Confira a avaliação

Qual você estima seja a chance da GM entrar em concordata? Votos Percentual
0% 232 9,76%
10% 67 2,82%
20% 120 5,05%
30% 111 4,67%
40% 112 4,71%
50% 267 11,23%
60% 118 4,96%
70% 258 10,85%
80% 205 8,62%
90% 300 12,62%
100% 587 24,69%
Total 2.377 100%