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BBAS3, ITUB4, PETR4 e VALE3: o que esperar após semana de perdas históricas?

Após fortes movimentos na semana pós-eleição, gráficos mostram novos suportes e resistências de Banco do Brasil, Itaú, Petrobras e Vale

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A forte correção da Bolsa após o segundo turno redesenhou os gráficos de algumas das ações mais negociadas do mercado. Depois de uma semana em que o Ibovespa caiu 18,12%, novos suportes e resistências passaram a determinar as chances de reação — ou de continuidade das perdas — de Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB4), Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

Os desempenhos foram bastante diferentes. BBAS3 recuou 33,37% na semana, enquanto ITUB4 caiu 19,69% e PETR4 perdeu 9,73%. A VALE3 destoou, com leve valorização de 0,24%, embora permaneça em tendência de baixa no gráfico diário.

A diferença mostra que, apesar da pressão generalizada sobre o mercado brasileiro, cada papel chega à nova semana em uma situação técnica distinta. Depois das fortes quedas, alguns ativos se aproximaram de regiões que podem favorecer repiques, enquanto outros ainda precisam recuperar níveis importantes para sinalizar uma reversão mais consistente.

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Na análise publicada logo após o segundo turno, foram destacados os riscos de rompimento de suportes dessas quatro ações. Com os movimentos registrados ao longo da semana, a leitura agora se volta para os novos níveis técnicos e os sinais que podem indicar reação ou continuidade da pressão vendedora.

Banco do Brasil (BBAS3): queda de 33% coloca mínimas no radar

Gráfico diário de BBAS3 mostra forte queda após o segundo turno, perda das principais médias móveis e IFR (14) em região de sobrevenda. Fonte: Nelogica.

As ações do Banco do Brasil encerraram a última sessão praticamente estáveis, aos R$ 16,47, após acumularem queda de 33,37% na semana. A forte pressão após o segundo turno interrompeu a recuperação anterior e levou o papel novamente para perto das mínimas do ano.

No gráfico diário, BBAS3 perdeu as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com elevado volume, reforçando a tendência de baixa. O IFR (14), em 24,83, indica sobrevenda e pode favorecer um repique técnico, mas ainda não há sinal consistente de reversão.

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Na baixa, o primeiro suporte está em R$ 16,13. A perda dessa faixa abre espaço para R$ 14,90, seguida por R$ 13,60, R$ 12,97 e, em uma extensão maior, R$ 12,00.

Para reagir, o papel precisa retomar R$ 17,00 e depois superar R$ 19,30. Acima dessas regiões, as resistências aparecem em R$ 21,18, próximas da média de 200 períodos em R$ 21,94, e depois em R$ 23,62. Em uma recuperação mais prolongada, os objetivos ficam em R$ 27,43 e R$ 28,83, máxima histórica.

Por enquanto, o cenário segue predominantemente vendedor, e uma mudança mais consistente depende da recuperação de resistências e de sinais claros de entrada compradora.

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Itaú Unibanco (ITUB4): pressão vendedora ameaça mínima do ano

Gráfico diário de ITUB4 evidencia a reversão da tendência de alta de curto prazo, com perda das médias móveis e aproximação do suporte em R$ 37,32. Fonte: Nelogica.

As ações do Itaú Unibanco encerraram a última sessão em queda de 2,15%, aos R$ 38,69, acumulando desvalorização de 19,69% na semana. A correção ganhou força após o segundo turno e reverteu a trajetória de alta que havia levado o papel à máxima histórica de R$ 50,85.

No gráfico diário, ITUB4 perdeu as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos e passou a apresentar uma estrutura predominantemente baixista. O IFR (14), em 28,06, indica sobrevenda e pode abrir espaço para um repique técnico, mas ainda não há reação compradora consistente ou sinal claro de fundo.

Na baixa, o suporte principal está em R$ 37,32, mínima anterior do ano. A perda dessa faixa abre espaço para R$ 35,60, R$ 34,50 e R$ 33,36. Em uma pressão mais prolongada, os alvos mais distantes ficam em R$ 27,30 e R$ 25,70.

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Para reagir, o papel precisa recuperar R$ 39,38 e R$ 41,19. Acima dessas regiões, as resistências aparecem na média de 200 períodos, próxima de R$ 42,62, e depois em R$ 43,20, R$ 45,27, R$ 47,53 e R$ 50,85.

Por enquanto, a configuração segue desfavorável aos compradores, e eventuais repiques ainda precisam de confirmação para indicar mudança de tendência.

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Petrobras (PETR4): correção ameaça tendência de alta?

Gráfico diário de PETR4 mostra correção após a máxima histórica de R$ 59,79, com perda das médias curtas, mas manutenção dos preços acima da média de 200 períodos. Fonte: Nelogica.

As ações da Petrobras encerraram a última sessão em alta de 0,91%, aos R$ 52,71, após acumularem queda de 9,73% na semana. Apesar da correção, PETR4 ainda sobe 48,48% em 2026 e preserva uma estrutura mais ampla de alta, após ter renovado a máxima histórica em R$ 59,79 antes do segundo turno.

No gráfico diário, o papel passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas segue acima da média de 200 períodos, próxima de R$ 42,84. O movimento indica enfraquecimento no curto prazo, embora a queda ainda seja tratada como uma correção dentro da tendência de alta anterior. O IFR (14), em 46,79, permanece em região neutra.

Na baixa, o primeiro suporte está em R$ 51,17. A perda dessa faixa pode abrir espaço para R$ 47,56 e depois R$ 43,55, região próxima da média de 200 períodos. Abaixo dela, os próximos níveis aparecem em R$ 39,71, R$ 37,82 e R$ 36,37.

Para retomar força, PETR4 precisa superar R$ 54,28, recuperar as médias curtas e avançar sobre R$ 56,91. Acima desses níveis, o principal objetivo volta a ser a máxima histórica de R$ 59,79. Um rompimento desse patamar pode abrir espaço para projeções em R$ 64,70, R$ 70,00 e R$ 74,15.

Por enquanto, PETR4 mantém uma configuração relativamente mais resistente que a dos bancos, mas a perda das médias de curto prazo recomenda cautela até que surjam sinais mais consistentes de recuperação.

Vale (VALE3): engolfo de alta sinaliza possível recuperação?

Gráfico diário de VALE3 mostra tendência de baixa e reação compradora na última sessão, com formação de engolfo de alta próximo ao suporte de R$ 59,44. Fonte: Nelogica.

As ações da Vale encerraram a última sessão em alta de 3,28%, aos R$ 62,02, garantindo leve valorização de 0,24% na semana. Apesar da reação, VALE3 segue em tendência de baixa, com topos e fundos descendentes desde a máxima histórica de R$ 89,41.

No gráfico diário, o papel permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, todas inclinadas para baixo. O último pregão, porém, formou um engolfo de alta, sinal que pode favorecer uma tentativa de recuperação no curto prazo. O IFR (14), em 35,12, está próximo da sobrevenda, mas ainda sem indicar condição extrema.

Na baixa, o suporte principal está em R$ 59,44. A perda dessa faixa pode levar o papel a R$ 56,80, R$ 52,70 e R$ 47,33, além de um alvo mais distante em R$ 44,00.

Para reagir, VALE3 precisa superar primeiro a média de 9 períodos, próxima de R$ 62,82, e depois a média de 21 períodos, em R$ 65,95. Acima dessas regiões, as resistências aparecem em R$ 68,31, R$ 74,27 e na média de 200 períodos, em R$ 77,03. Em uma recuperação mais prolongada, os próximos objetivos ficam em R$ 81,31 e R$ 83,35.

Por enquanto, o engolfo de alta representa apenas um sinal inicial de reação. Uma mudança mais consistente depende da retomada das médias e da confirmação da força compradora; até lá, a tendência permanece baixista.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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Rodrigo Paz
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Rodrigo Paz é economista, CFP® e analista técnico CNPI-T, com mais de 14 anos de experiência no mercado financeiro. No InfoMoney, produz análises e conteúdos sobre mercados e investimentos, com foco em Bolsa, ações, análise técnica, índices, minicontratos e criptomoedas. Ao longo da carreira, passou por instituições como Itaú, Banrisul, Modalmais e PagBank, acumulando experiência em análise de ativos e mercado de capitais.