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As ações do Bradesco (BBDC4) entraram em uma fase de correção depois do forte rali observado no início de outubro. O movimento ganhou intensidade após o primeiro turno das eleições, quando os papéis do setor financeiro dispararam e o Bradesco voltou a renovar máximas. Na sessão de 5 de outubro, BBDC4 avançou 13,57%, abriu um gap de alta e rompeu a estrutura corretiva que vinha predominando nos meses anteriores.
A arrancada levou a ação até a nova máxima histórica de R$ 22,67. Desde então, o papel passou a devolver parte dos ganhos e atualmente negocia na região de R$ 20,68. Mesmo com a realização, os gráficos diário e semanal ainda mantêm uma estrutura positiva, com o preço acima das principais médias móveis e sem, até o momento, confirmação de reversão da tendência de alta.
O rali recente também coincidiu com uma melhora na percepção de parte do mercado sobre o banco. No início do mês, o J.P. Morgan elevou a recomendação para o Bradesco de neutra para overweight, equivalente a uma visão de exposição acima da média do mercado, após a forte reprecificação dos ativos brasileiros no pós-eleição.
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O próximo teste fundamentalista já tem data marcada. O Bradesco tem previsão para divulgar o balanço do terceiro trimestre em 22 de outubro.
Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026
Para o resultado, a XP espera lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões, alta de 14,9% na comparação anual e de 1,1% frente ao trimestre anterior. A casa projeta ainda ROE de 16,2%, praticamente estável, com evolução operacional sustentada pelo crescimento das receitas e por ganhos de eficiência, embora as despesas com provisões ainda permaneçam como ponto de atenção.
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Com isso, o papel chega às próximas semanas em um ponto importante: tecnicamente, ainda preserva uma estrutura de alta, mas precisa voltar a ganhar força para desafiar novamente os R$ 22,67. Ao mesmo tempo, a aproximação do balanço adiciona um novo gatilho para o comportamento da ação.
Bradesco no curto prazo: correção ainda não desmonta tendência de alta
No gráfico diário, o Bradesco mantém uma estrutura de alta no curto prazo, mesmo depois da correção recente. O papel vinha negociando dentro de um canal de baixa desde a antiga máxima em R$ 21,03, registrada no início de 2026, até formar a mínima do ano na região de R$ 15,44. A partir desse fundo, retomou força, recuperou as médias móveis e acelerou principalmente na sessão de 5 de outubro, quando avançou 13,57%, abriu um gap e rompeu a estrutura corretiva, levando a ação até a nova máxima histórica em R$ 22,67.
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Depois desse topo, BBDC4 passou a corrigir e atualmente negocia na faixa de R$ 20,68, ainda acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, localizadas aproximadamente em R$ 20,53, R$ 19,59 e R$ 18,29, respectivamente. A estrutura segue positiva, mas o movimento recente exige atenção, principalmente porque a faixa dos R$ 20,00/R$ 19,96 aparece como suporte importante para limitar uma correção mais ampla. O IFR (14) está em 60,88 pontos, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Para retomar o fluxo comprador com mais força, a ação precisa voltar a negociar acima da região dos R$ 21,00 e superar a máxima histórica de R$ 22,67 com entrada de volume. Acima desse patamar, os próximos alvos projetados ficam em R$ 24,75, R$ 25,40, na região dos R$ 26,00 e, em uma extensão mais longa, em R$ 28,15.
No sentido contrário, uma perda da região de R$ 18,95 aumentaria a pressão corretiva, colocando no radar a média de 200 períodos, em R$ 18,29, seguida por R$ 17,22, R$ 16,57 e, em uma correção mais profunda, a mínima do ano em R$ 15,44.
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Por enquanto, portanto, o viés permanece positivo, mas a reação compradora precisa ganhar volume para que BBDC4 consiga retomar o movimento e desafiar novamente a máxima histórica.

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Bradesco no médio prazo: tendência segue positiva apesar da realização
No gráfico semanal, o Bradesco mantém uma estrutura predominantemente positiva no médio prazo. Depois de formar a mínima em R$ 9,74 no início de 2025, a ação passou a desenvolver uma sequência de topos e fundos ascendentes, sustentando uma tendência de alta ao longo daquele ano. No início de 2026, o papel alcançou a antiga máxima histórica na região de R$ 21,03 e, após esse movimento, entrou em uma fase corretiva dentro de um canal de baixa. Mais recentemente, ganhou forte impulso após o primeiro turno das eleições, com alta semanal de 12,38% e renovação da máxima histórica em R$ 22,67.
Atualmente, BBDC4 negocia na região de R$ 20,68, em movimento de correção após esse novo topo, mas ainda acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente próximas de R$ 19,23 e R$ 17,97, respectivamente. As médias seguem inclinadas para cima, o que preserva a leitura de tendência positiva no médio prazo. O IFR (14) está em 62,84 pontos, também em região neutra.
Para retomar força e buscar novas máximas, o papel precisa superar inicialmente a região de R$ 21,36 e, principalmente, a máxima histórica de R$ 22,67. Acima dessa faixa, os próximos alvos projetados ficam em R$ 27,00, R$ 28,25, R$ 31,17 e, em uma extensão mais longa, R$ 33,80. Um rompimento da máxima acompanhado de aumento do volume reforçaria a tendência de alta e abriria espaço para continuidade do movimento comprador.
No sentido contrário, a perda da região de R$ 20,00 aumentaria a pressão corretiva, com suportes em R$ 18,95, R$ 17,23 e R$ 15,44. Abaixo dessas faixas, os próximos níveis aparecem em R$ 13,97 e na média móvel de 200 períodos, atualmente em R$ 13,71. Por enquanto, o viés de médio prazo segue positivo, mas o comportamento entre R$ 20,00 e R$ 22,67 tende a ser decisivo para a próxima perna do movimento.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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