Publicidade
A Itália está prestes a aprovar novas medidas de segurança, após partes do país serem palco de uma série de protestos violentos e saques registrados no fim de semana na Europa.
Segundo o jornal The Guardian, o vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, afirmou que a polícia poderá manter menores de 18 anos em delegacias por até 12 horas – mesmo que não tenham cometido nenhum crime -, desde que haja indícios de que representam um perigo.

Trump afirma que gastará mais de US$400 milhões até as eleições de meio de mandato
Midterms acontecem no próximo dia 3 de novembro

O que as pesquisas indicam sobre as midterms nos EUA e para o governo Trump
As midterms acontecem na metade do mandato presidencial e renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado
“Queremos intervir rapidamente junto aos jovens”, declarou Salvini à emissora de rádio RTL, antes de uma reunião de gabinete destinada a aprovar as medidas, que ainda não foram anunciadas formalmente.
Segundo relatos, o endurecimento das medidas de segurança incluirá também a proibição de aglomerações envolvendo pessoas consideradas uma ameaça à ordem pública.
Parte dessas medidas já consta na legislação italiana ou de um projeto de lei sobre segurança aprovado pelo Conselho de Ministros em julho e atualmente em análise no Senado. Por isso, as equipes jurídicas do governo ainda avaliam quais alterações poderão ser incorporadas ao novo decreto.
Insatisfação generalizada
Continua depois da publicidade
Milhares de pessoas protestaram pacificamente contra o custo de vida em várias cidades do norte da Itália durante o fim de semana; contudo, algumas das manifestações tornaram-se violentas, com registros de participantes saqueando lojas e entrando em confronto com a polícia.
Centenas de manifestantes – muitos deles, ao que tudo indica, menores de idade – incendiaram lixeiras e saquearam estabelecimentos comerciais no centro de Milão, onde mais de 5 mil pessoas se reuniram ao longo do fim de semana.
No sul da Itália, agricultores e caminhoneiros têm bloqueado portos e rodovias em protesto contra a disparada nos preços dos combustíveis, decorrente da guerra entre EUA/Israel e Irã.
Continua depois da publicidade
Até a noite de sábado, 17, as autoridades italianas não haviam divulgado um balanço oficial de presos e feridos. Segundo jornais locais, cerca de 50 pessoas foram presas em Milão e outras sete foram detidas em Bolonha. Ao menos um policial e aproximadamente 20 manifestantes ficaram feridos.
Entre os feridos está Angelo de Simone, dirigente da polícia e chefe de um comissariado, que sofreu um ferimento na cabeça.
500 militares em Milão
Continua depois da publicidade
Na segunda, 19, o governo da Itália anunciou o envio de mais 500 militares a Milão para reforçar a segurança.
A medida foi antecipada pelo vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes, Matteo Salvini, e deverá integrar um decreto-lei sobre segurança pública que o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni pretende analisar nesta terça-feira, 20, segundo a agência de notícias ANSA.
“Das palavras à ação! Mais 500 militares para proteger Milão. Uma vitória para a Liga”, escreveu Salvini nas redes sociais. O vice-premiê também lidera o partido de direita Liga, que defende o endurecimento das medidas de segurança.
Continua depois da publicidade
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, condenou os episódios de violência, mas defendeu uma avaliação cuidadosa das circunstâncias dos confrontos. “Toda forma de violência é inaceitável”, afirmou Mattarella, ao destacar a necessidade de uma “análise inteligente e aprofundada” e de uma vigilância capaz de combater atos violentos praticados por pessoas que até então não estavam envolvidas nesse tipo de episódio.
*Com informações de agências internacionais.