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Vamos (VAMO3) mantém rali; Vale (VALE3) se aproxima da mínima histórica

Indicador técnico coloca a Ultrapar em região de sobrecompra, enquanto a Hapvida se aproxima da sobrevenda após nova sequência de quedas.

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Vamos (VAMO3) e Vale (VALE3) apresentam configurações técnicas bastante distintas após movimentos recentes em direções opostas na Bolsa. Enquanto a Vamos acelerou o movimento de alta, rompeu resistências importantes e atingiu níveis extremos de sobrecompra, a Vale aprofundou as perdas e voltou a se aproximar de suportes relevantes, mantendo a pressão vendedora no curto prazo.

Na Vamos, o Índice de Força Relativa (IFR) atingiu 94,29 pontos, muito acima da referência de 70, indicando um movimento de alta extremamente esticado. No gráfico diário, o papel acumula uma sequência expressiva de valorização, negocia acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos e segue renovando máximas recentes. Apesar do forte predomínio comprador, o afastamento acentuado das médias e o IFR em patamar elevado aumentam o risco de realização de lucros ou correção no curto prazo, embora ainda não haja sinais claros de reversão. Em 2026, VAMO3 acumula valorização de 112,38% e, nos últimos 12 meses, sobe 139,66%.

Na Vale, o cenário é oposto. O IFR recuou para 32,65 pontos, próximo da referência de 30, que caracteriza a região de sobrevenda. No gráfico diário, o papel permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, dentro de um canal de baixa, e voltou a testar a região das mínimas recentes. Embora a proximidade da sobrevenda possa favorecer repiques técnicos, a estrutura ainda indica predomínio vendedor, sem sinais consistentes de reversão. Em 2026, VALE3 acumula queda de 3,31%, enquanto, nos últimos 12 meses, ainda registra valorização de 23,26%.

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IFR: ações da bolsa

O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda.

Na prática, esse quadro sugere que a Vamos (VAMO3) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Vale (VALE3) enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.

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Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Magazine Luiza (MGLU3), Motiva (MOTV3), Energisa (ENGI11) e Localiza (RENT3).

Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem Embraer (EMBJ3), Suzano (SUZB3), Tim (TIMS3) e CSN Mineração (CMIN3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.

Análise técnica Vamos (VAMO3)

A Vamos (VAMO3) apresenta uma tendência de alta bastante acentuada no curto prazo, impulsionada pela forte sequência de valorização das últimas semanas. No gráfico diário, o papel rompeu resistências importantes e permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com expressivo afastamento desses referenciais, evidenciando o predomínio comprador. Na última sessão, a ação avançou 5,54%, encerrando cotada a R$ 6,86.

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Apesar da força do movimento, o elevado grau de esticamento exige atenção. O IFR (14) atingiu 94,29 pontos, patamar extremo de sobrecompra, enquanto a cotação segue bastante distante das médias móveis de curto prazo. Essa combinação aumenta o risco de realização de lucros ou de uma correção técnica mais intensa, especialmente após a rápida valorização recente. Ainda assim, o gráfico não apresenta sinais consistentes de reversão, e a tendência permanece favorável à continuidade das altas.

Para sustentar o avanço, considero importante a superação da resistência imediata em R$ 6,97, seguida da região de R$ 7,90. O rompimento desses níveis pode abrir espaço para novas máximas e prolongar o fluxo comprador. Por outro lado, uma eventual perda da média móvel de 9 períodos, próxima de R$ 5,63, representaria um primeiro sinal de enfraquecimento, enquanto a média de 21 períodos, em R$ 4,35, constitui uma referência adicional para uma correção mais ampla. Por enquanto, o cenário segue positivo, embora o movimento extremamente esticado aumente a necessidade de cautela.

Resistências: R$ 6,97; R$ 7,90; R$ 8,18; R$ 8,57 e R$ 9,15.
Suportes: R$ 5,95; R$ 5,44; R$ 4,94; R$ 4,00 e R$ 3,59.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Vale (VALE3)

A Vale (VALE3) mantém uma estrutura técnica negativa no curto prazo, após aprofundar o movimento de queda e perder importantes regiões de suporte. No gráfico diário, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando o predomínio vendedor. Além disso, permanece dentro de um canal de baixa iniciado após a máxima de R$ 89,41, registrada no início de 2026, com formação de topos e fundos descendentes. Na última sessão, a ação avançou 0,38%, encerrando cotada a R$ 67,87, ainda próxima das mínimas recentes.

O IFR (14) recuou para 32,65 pontos, aproximando-se da região de sobrevenda, enquanto a cotação permanece afastada das médias móveis de curto prazo. Essa combinação pode favorecer repiques técnicos ou uma acomodação dos preços após as perdas recentes. Entretanto, a estrutura gráfica continua fragilizada, sem sinais consistentes de reversão, e o movimento de baixa pode ganhar força caso novos suportes sejam rompidos.

Para iniciar uma recuperação mais consistente, considero importante a retomada das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente próximas de R$ 69,65 e R$ 71,74, respectivamente, seguida pela superação da resistência em R$ 74,27. Acima desses níveis, o fluxo comprador pode ganhar espaço, com a média de 200 períodos, em R$ 77,59, como referência adicional. No sentido contrário, a região entre R$ 67,11 e R$ 64,11 concentra suportes relevantes. A perda dessa faixa pode intensificar a pressão vendedora e abrir caminho para novas mínimas, mantendo a tendência de baixa predominante.

Resistências: R$ 71,74; R$ 74,27; R$ 77,59; R$ 81,31 e R$ 83,35.
Suportes: R$ 67,11; R$ 64,11; R$ 58,67; R$ 56,81 e R$ 54,75.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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Rodrigo Paz
Mercados | Economia | Investimentos

Rodrigo Paz é economista, CFP® e analista técnico CNPI-T, com mais de 14 anos de experiência no mercado financeiro. No InfoMoney, produz análises e conteúdos sobre mercados e investimentos, com foco em Bolsa, ações, análise técnica, índices, minicontratos e criptomoedas. Ao longo da carreira, passou por instituições como Itaú, Banrisul, Modalmais e PagBank, acumulando experiência em análise de ativos e mercado de capitais.