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A PepsiCo soou o alerta sobre seu negócio de refrigerantes na América do Norte, criando uma nova preocupação para uma empresa que já tenta reverter a queda nas vendas de salgadinhos e snacks.
A fabricante agora prevê que uma medida de lucro crescerá entre 1% e 2% no atual ano fiscal, abaixo da projeção anterior de 4% a 6%.
Embora a PepsiCo continue registrando crescimento internacional, a companhia ainda enfrenta dificuldades para recuperar o desempenho na América do Norte. A receita orgânica do terceiro trimestre, que exclui efeitos como variações cambiais, caiu ligeiramente tanto na divisão de alimentos quanto na de bebidas da região.
“Não nos sentimos bem com o negócio de bebidas”, afirmou o CEO Ramon Laguarta em teleconferência com analistas nesta quinta-feira. “Estamos colocando toda a urgência e foco da companhia em melhorar nosso desempenho em refrigerantes.”
A fraqueza das bebidas na América do Norte representa mais um desafio para a empresa, que tenta recuperar a confiança dos investidores após a forte queda de suas ações desde março. Os volumes de vendas de bebidas na região caíram 3% neste ano, enquanto versões sem açúcar e bebidas saborizadas apresentaram desempenho melhor do que os refrigerantes tradicionais.

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Para reagir, a PepsiCo pretende ampliar os investimentos em marcas como Poppi, adquirida no ano passado, além de Pepsi e Mountain Dew.
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A companhia também enfrenta dificuldades para impulsionar as vendas de snacks em meio à pressão da inflação sobre os consumidores. Neste ano, a Pepsi reduziu preços de algumas marcas importantes, mas os resultados ficaram abaixo das expectativas.
Agora, a empresa planeja elevar novamente alguns preços nos próximos meses.
Segundo Laguarta, os cortes ajudaram a interromper a desaceleração das vendas e colocaram o negócio em território levemente positivo, mas o crescimento de volumes ficou abaixo do esperado devido à pressão financeira sobre os consumidores.
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“Esses cortes nos dão flexibilidade para absorver essa nova onda de inflação”, afirmou o executivo, acrescentando que, mesmo com os reajustes previstos, os preços em 2027 continuarão abaixo dos níveis observados em 2025.
O preço dos salgadinhos da companhia virou alvo de atenção neste ano após perder espaço nas prateleiras de supermercados por causa dos valores elevados, com alguns produtos ultrapassando US$ 7 por pacote. O diretor financeiro Steve Schmitt afirmou que as reduções posteriores acabaram pressionando as margens da empresa.
As ações da PepsiCo subiam 1,2% em Nova York. Ainda assim, acumulavam queda de 14% no ano até o fechamento de quarta-feira, enquanto o índice S&P 500 avançava cerca de 14% no mesmo período.
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Apesar dos desafios, alguns analistas avaliaram que os resultados vieram melhores do que o esperado.
“Há sinais de progresso, mas o ritmo de melhora desacelerou devido às pressões inflacionárias”, escreveu o analista Nik Modi, da RBC Capital Markets. Ainda assim, os números ficaram “ligeiramente melhores do que o mercado temia”.
A PepsiCo informou que continuará ampliando a oferta de produtos ricos em proteína e fibras, além de itens com ingredientes mais simples e óleos alternativos, como óleo de abacate, numa tentativa de acompanhar a migração dos consumidores para alimentos menos processados.
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A companhia também vê benefícios em um programa piloto que integra suas operações de snacks e bebidas, embora reconheça que o modelo não funciona igualmente bem em todas as regiões dos Estados Unidos.
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