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O último levantamento feito pelo Instituto Real Time Big Data, divulgado nesta quinta-feira (8), mostra que apenas 22% dos entrevistados que não votaram em 4 de outubro consideram participar do segundo turno.
Entre esse grupo, 40% afirmam que certamente voltarão a se ausentar. Outros 38% dizem que provavelmente não irão votar.
O resultado ganha peso porque a abstenção atingiu o maior nível em uma eleição presidencial desde 1998. No domingo, 33,4 milhões de eleitores não compareceram, o equivalente a 21,08% do total apto a votar.
Os números representam um obstáculo importante para as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) de buscar votos entre quem ficou fora do primeiro turno.
Desde o fim do primeiro turno, a mobilização desse eleitorado passou a integrar a estratégia dos dois candidatos.

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Para Lula, o grupo é especialmente relevante porque a campanha avalia que parte das ausências ocorreu entre segmentos nos quais o presidente costuma ter melhor desempenho, como eleitores de baixa renda.
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Flávio também tenta ampliar sua votação para além dos 47,03% dos votos válidos obtidos no domingo e busca alcançar eleitores que não participaram da primeira etapa.
A pesquisa, porém, indica que converter abstenção em voto pode ser mais difícil do que as campanhas esperavam.
Eleitores de Renan têm maior intenção de faltar
O Real Time Big Data também ouviu eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), todos eliminados no primeiro turno.
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Entre esses grupos, os eleitores de Renan apresentam a maior disposição para não comparecer novamente: 31% afirmam que pretendem se ausentar.
O levantamento ouviu 1.600 pessoas entre os dias 6 e 7 de outubro, divididas igualmente entre eleitores dos três candidatos e pessoas que se abstiveram. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.