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O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) começou o segundo turno com vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a campanha considera que ainda há espaço para crescer em estados onde aliados tiveram votações expressivas e entre os mais de 9 milhões de eleitores que escolheram candidatos eliminados.
O plano passa por usar governadores e parlamentares recém-eleitos como cabos eleitorais, ampliar a presença em Minas Gerais e Goiás e tentar reduzir a diferença de Lula no Nordeste. A campanha também trabalha para consolidar apoios partidários e alcançar segmentos nos quais Flávio ainda encontra maior resistência.

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Minas, SP e Goiás
Mesmo depois de vencer em Minas Gerais, Flávio pretende reforçar a campanha no segundo maior colégio eleitoral do país.
A equipe espera usar Cleitinho, eleito governador no primeiro turno, e Nikolas Ferreira, deputado federal mais votado do estado, para ampliar a vantagem. Minas foi uma das principais viradas em relação a 2022 e já aparece como prioridade nas agendas da campanha.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas deve ter papel semelhante. Reeleito governador no primeiro turno, ele passou a atuar também fora do estado e na articulação com o Republicanos. A campanha avalia usar sua presença em viagens pelo país, inclusive no Paraná.
Outro espaço de crescimento está em Goiás. Ronaldo Caiado recebeu parcela relevante dos votos no primeiro turno e declarou apoio a Flávio nesta semana. No evento em Goiânia, o candidato do PL também apareceu ao lado de Daniel Vilela, governador reeleito pelo MDB.
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A campanha avalia que parte do eleitorado de Caiado pode migrar para Flávio, principalmente agora que o ex-governador passou a participar diretamente da mobilização.
O mesmo raciocínio vale para Romeu Zema, que também declarou apoio ao candidato do PL.
Nordeste é onde há mais espaço para reduzir perdas
Lula venceu nos nove estados nordestinos, mas Flávio cresceu na região em relação ao desempenho de Jair Bolsonaro em 2022.
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A campanha pretende avançar nesse movimento com agendas próprias e atuação de aliados. No primeiro turno, Rogério Marinho e Alfredo Gaspar já circularam pelo Nordeste enquanto Flávio concentrava sua agenda no Sudeste.
A estratégia não depende de vencer a região. Reduzir a margem de Lula em estados mais populosos já produz impacto importante na diferença nacional.
Aliadas do bolsonarismo também discutem retomar caravanas voltadas ao eleitorado feminino, nos moldes das ações realizadas em 2022.
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Apoios ampliam estrutura política
Flávio também iniciou o segundo turno em situação mais confortável na negociação partidária. PP e União Brasil já formalizaram apoio, enquanto o Republicanos discute adesão. Tarcísio participa diretamente dessas conversas.
Esses movimentos não aumentam o tempo de televisão no segundo turno, mas ampliam o número de governadores, prefeitos, parlamentares e diretórios disponíveis para organizar campanha nos estados.
A prioridade agora é transformar apoio formal em mobilização local.
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A campanha também precisa avançar além do eleitorado mais identificado com o bolsonarismo. Mais de 9 milhões de votos foram para candidatos eliminados, e mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas. Parte desse contingente rejeita tanto Lula quanto Flávio e pode manter a abstenção ou optar por branco e nulo.
Por isso, aliados defendem que Flávio combine a agenda conservadora com temas econômicos e sociais e use os debates para apresentar propostas a eleitores menos alinhados ideologicamente.
A campanha também tenta aproveitar a vantagem obtida no primeiro turno sem elevar desnecessariamente a exposição do candidato.

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Preservar onde já venceu
O mapa eleitoral mostra que Flávio teve vantagem no Sudeste, Centro-Oeste, Sul e em boa parte do Norte. Também venceu em grandes centros como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, além de dominar amplamente o interior paulista.
O desafio do segundo turno é manter esse desempenho enquanto busca ganhos marginais em regiões onde Lula ainda tem vantagem.
A conta da campanha passa, portanto, por ampliar votos em Minas e Goiás, aproveitar os apoios de candidatos eliminados e reduzir a diferença no Nordeste. Em uma disputa separada por menos de dois pontos percentuais, avanços menores em vários desses territórios podem alterar de forma relevante a votação nacional.