Shopee estimula categorias de ticket médio mais elevado dentro da plataforma

Autopeças, smartphones e eletroeletrônicos ganham espaço em estratégia impulsionada neste ano

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A Shopee quer clientes comprando itens mais caros dentro do seu marketplace. Sete anos depois de chegar ao Brasil como uma opção associada a produtos de ticket médio mais baixo, a companhia aposta em categorias como autopeças, smartphones, eletroeletrônicos e lojas oficiais para elevar o valor total das vendas na plataforma.

De acordo com o ranking TOP 300 do Varejo Brasileiro, do Instituto Retail Think Tank (IRTT), a companhia asiática sediada em Singapura é hoje o segundo maior marketplace do país, com R$ 70 bilhões em GMV (valor total de vendas). Está atrás apenas do Mercado Livre e seus R$ 185 bilhões em GMV.

Parte da estratégia para avançar no país foi atrelada à popularização das datas duplas, eventos mensais comemorativos trazidos ao Brasil pela companhia que renderam mais de R$ 420 milhões em cupons nas 68 campanhas realizadas desde sua chegada. Apenas no último 11 de novembro (11/11, principal data para a companhia) foram 20 milhões de itens vendidos em um único dia. Hoje, 70% dos compradores de e-commerce associam a Shopee às datas duplas, aponta uma pesquisa da Kantar.

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Só que a Shopee está fortalecendo outras estratégias de crescimento. Hoje, quem acessa o aplicativo ou a página inicial do site da companhia deve se deparar com ao menos um anúncio de móveis, eletrodomésticos, lavadores de alta pressão, pneus de automóveis ou celulares.

“A Shopee vende de tudo. Do ticket médio baixo ao alto. Mas, para esse ano, demos maior foco em desenvolver as categorias de tickets mais altos”, conta o head de marketing e growth da companhia, Felipe Piringer, ao InfoMoney. Segundo o executivo, esse valor já tem crescido naturalmente desde a chegada da companhia ao Brasil, mas a estratégia ganhou destaque em 2026.

Além da entrada do destaque dado às categorias, o movimento passa também pela chegada de lojas oficiais de marcas ao site. “Elas muitas vezes trazem produtos, categorias que não tínhamos na plataforma. O consumidor tem acesso a uma marca que ele acompanha e conhece”, conta. Ao todo, a companhia opera com mais de 30 categorias hoje.

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A Sea, controladora da Shopee na Ásia, relata que o Brasil foi o mercado em que a companhia mais cresce em 2025, mantendo lucratividade. Ao todo, o GMV da Shopee, sozinho, chegou a US$ 127,4 bilhões, aumento de 26,8% na comparação anual, aponta o balanço.

De outro lado, a empresa está investindo pesado em um dos pontos centrais na disputa dos marketplaces no Brasil, a velocidade de entrega. Em 2026, a Shopee abriu 10 novos centros de distribuição, chegando a 26 ao todo no Brasil, o que potencializou a redução do tempo médio de entrega em 1 dia na comperação do primeiro trimestre do ano com o mesmo período de 2025.

Três dos novos espaços são dedicado aos chamados fulfillments, modelo pelo qual a própria plataforma armazena os produtos dos vendedores e gere toda a logística de entrega. O tipo de operação cresceu 15 vezes em volume de pedidos em 2025.

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“A adoção precoce foi bem, traz valor para parte dos vendedores que buscam operação de fulfillment e até algumas marcas. Mas traz valor também para o consumidor que tem uma entrega mais rápida”, aponta Piringer. Em São Paulo, pedidos já chegam até os consumidores em 4 horas.

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Iuri Santos
Business | Consumo | Minhas Finanças

Repórter com experiência na cobertura de mercados, negócios e inovação. Antes do InfoMoney, passou pelo E-Investidor, do Estadão.