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Só correção? O que explica queda do Ibovespa nesta terça depois de salto com 1º turno

A perda de fôlego é atribuída em parte a um ajuste após a disparada na véspera com o resultado primeiro turno da eleições

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O Ibovespa abriu a terça-feira, 6, em leve alta (+0,01%), em 206.924,61 pontos, e logo renovou máxima a 209.522,60 pontos (+1.26%), mas não sustentou o movimento. Posteriormente, virou para o negativo, atingindo mínimas e perdendo o nível de 205 mil pontos.

Contudo, o Ibovespa fechou acima deste patamar, aos 205.835,29 pontos, ou queda de 0,52%,, ante recuo de 1,01%, na mínima em 204.832,36 pontos, e máxima em 209.522,60 (+1,26%). Ente as ações de primeira linha, Vale (VALE3) cedeu 1,44%, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4) recuou entre -2,78% (PN) e -1,80% (ON). No caso de bancos, só subiram Itaú (ITUB4, +1,96%) e Bradesco (BBDC3, 3,25%/ON e BBDC4, 4,40%/PN). O maior recuo da carteira era Banco do Brasil (BBAS3, -6,42%).

A perda de fôlego foi atribuída em parte a um ajuste após a disparada na véspera com o resultado primeiro turno da eleições, que mostraram Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial. No mercado, há expectativas de que, se eleito, o senador do PL adote uma postura menos expansionista.

“É mais um ajuste às médias, mas o movimento estrutural do Ibovespa ainda é de alta”, diz Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos. “Se for eleito, há a possibilidade de Flávio Bolsonaro adotar uma política voltada à retomada do superávit primário no País, o que poderia derrubar os juros e ajudar a destravar o custo de capital das empresas”, afirma.

O economista e consultor financeiro da Manchester Investimentos, Leonardo Mendes, destacou que o movimento desta terça-feira nos mercados domésticos mostra uma continuidade da reprecificação dos ativos brasileiros, “mas naturalmente em uma intensidade bem menor depois do movimento excepcional de ontem”.

“Depois de uma valorização tão forte em um único pregão é natural vermos realização e bastante volatilidade”, disse Mendes.

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Ainda assim, mesmo com o recuo, o Ibovespa segue operando acima dos 200 mil pontos, próximo das máximas históricas.

“Com este movimento, o índice confirma a volta à tendência de alta e passa a apontar para a região de 220.000 pontos no curto prazo e 245.000 pontos no médio prazo”, disse o Itaú BBA em seu relatório Diário do Grafista.

Segundo os analistas do banco, para manter a tendência de alta, “o Ibovespa terá que continuar acima do suporte em 181.500 pontos”.

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No exterior, o S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas recordes em Nova York, com o recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo, enquanto os investidores aguardavam a próxima temporada de divulgação de balanços trimestrais.

Além disso, chegou a pesar no Ibovespa mais cedo o recuo de cerca de 2% nas cotações do petróleo no exterior, em meio a sinais de alta nas exportações da commodity do Oriente Médio, em dia de agenda esvaziada de indicadores aqui e lá fora, mas a commodity diminuiu as perdas e fechou praticamente estável.

Após o rali

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 7,70%, nos inéditos 206.911,89 pontos, após máxima em 209.605,70 pontos.

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A despeito do avanço na véspera, o Morgan Stanley vê espaço para o Índice Bovespa alcançar 250 mil pontos no curto prazo, o que representaria uma alta de cerca de 30% em relação ao nível anterior ao primeiro turno das eleições presidenciais.

Já o dólar caiu 4,12%, para R$ 5,0018, na segunda e os juros futuros recuaram mais de 100 pontos-base, alimentando expectativas de quedas na taxa Selic em novembro e dezembro de 2026 e em 2027. Hoje, os ativos deram continuidade ao movimento anterior.

“A curva de juros mostrou, em reais, quanto o País paga pela desconfiança sobre suas contas públicas e quanto pode economizar quando essa desconfiança diminui”, afirma Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.

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Segundo Rodrigo Moliterno head de renda variável da Veedha Investimentos, o recuo do dólar ante o real sugere vendas grandes nas mesas institucionais da divisa norte-americana, de estrangeiro entrando no Brasil. “Isso pressiona o dólar para baixo.”

Agora, investidores ficam à espera de pesquisas eleitorais, que sairão na quinta-feira, para o segundo turno.

DESTAQUES

PETROBRAS PN (PETR4) recuou 2,78% e PETROBRAS ON (PETR3) perdeu 1,8%.

ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subiu 1,96%, BRADESCO PN (BBDC4) avançou 4,40%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) subiu 3,23% e BTG PACTUAL (BPAC11) na contramão, recuando 2,81%.

BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) recuou 6,42%, liderando as quedas do Ibovespa. Pela manhã, o JPMorgan rebaixou a recomendação para o papel de “neutro” para “underweight”.

VALE ON (VALE3) recuou 1,44%. No setor, USIMINAS PNA (USIM5) recuou 1,88%, enquanto GERDAU PN (GGBR4) registrou declínio de 1,01%.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)