Celina Leão e Leandro Grass disputam 2º turno no Distrito Federal

Segundo turno ocorrerá em 25 de outubro

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A eleição para o governo do Distrito Federal será decidida em segundo turno entre a atual governadora Celina Leão (PP) e o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT). Com 49,93% dos votos válidos, a governadora ficou à frente do candidato do PT, que recebeu 34,47%.

No Datafolha divulgado no dia 1º de outubro, Celina apareceu na liderança com 53% das intenções de votos válidos, seguida por Grass com 26% — números que apontavam uma possibilidade da governadora de liquidar a fatura já no primeiro turno. 

A disputa no DF opôs dois campos políticos bastante definidos. A candidatura da governadora reuniu a base governista local e foi amparada por partidos de centro e de direita, além de ter se aproximado do campo bolsonarista.  

Ao longo da campanha, Celina fez acenos claros ao eleitorado conservador e se vinculou politicamente ao entorno de Flávio Bolsonaro e ao PL no DF, num movimento que consolidou o apoio da direita. Como principal cabo eleitoral, Celina teve o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com quem partilha uma amizade próxima.  

Como candidatura de continuidade, a avaliação do governo teve peso central na campanha da governadora à recondução. Pesquisa Datafolha de 1º de outubro mostrou que a gestão de Celina Leão era considerada ótima ou boa por 32% dos eleitores, regular por 35% e ruim ou péssima por 29%. Em outra rodada anterior, a avaliação positiva havia chegado a 33%, o que indica uma oscilação, mas ainda dentro de um patamar que permitiu à governadora sustentar o argumento da continuidade administrativa. 

Na prática, Celina conseguiu herdar o capital político da gestão Ibaneis sem carregar integralmente o desgaste acumulado pelo grupo, equilibrando o discurso de permanência com promessas de ajuste e renovação. 

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Leandro Grass, por sua vez, liderou o campo da oposição de esquerda e centro-esquerda, com apoio do PT e de forças alinhadas ao governo federal. Ex-deputado distrital e nome próximo do presidente Lula, Grass entrou na disputa como representante da mudança de grupo político e da tentativa de romper a hegemonia local construída por Ibaneis e herdada por Celina, buscando mobilizar servidores, eleitores progressistas e setores insatisfeitos com a gestão. 

Expectativas para segundo turno 

Um levantamento do Datafolha divulgado em 24 de setembro de 2026 mostrou Celina Leão com 53% das intenções de voto para um eventual segundo turno, contra 34% para Grass.  

No segundo turno, a tendência é de reorganização dos palanques em torno da polarização nacionalizada que marcou a campanha. Celina deve absorver com mais facilidade os apoios de candidaturas de centro, centro-direita e direita que ficaram pelo caminho, especialmente os eleitores mais identificados com o bolsonarismo, com a agenda de segurança pública e com o discurso de continuidade administrativa.  

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Grass, por sua vez, tende a concentrar os votos da esquerda e buscar alianças com setores mais moderados que fizeram oposição ao grupo de Ibaneis e Celina no primeiro turno. Também deve tentar atrair eleitores de candidaturas alternativas que resistiram à polarização. O desafio da campanha petista será ampliar sua penetração além da base lulista tradicional, enquanto Celina tentará transformar a vantagem inicial em maioria consolidada, com a narrativa de estabilidade e governabilidade. 

Os candidatos 

Com 49 anos, Celina Leão é administradora de empresas e advogada. Sua trajetória política é ligada ao Legislativo e ao Executivo do Distrito Federal. Foi deputada distrital, presidiu a Câmara Legislativa e depois chegou ao Executivo na chapa de Ibaneis Rocha, assumindo o governo em 2026 após a renúncia do titular para disputar o Senado.  

Também assumiu interinamente o governo em janeiro de 2023, quando o então governador foi afastado por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, em decorrência dos atos de 8 de janeiro.  

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Com perfil identificado com a centro-direita, tornou-se a principal representante da continuidade do atual grupo político no DF.  

Leandro Grass, com 41 anos, é professor e tem uma trajetória vinculada à pauta cultural, urbanística e de participação social. Ele se consolidou politicamente como ex-deputado distrital e nome da esquerda brasiliense.  

Filiado ao PT, disputou o governo com apoio do campo lulista e com o discurso de renovação da política local, tentando se firmar como principal alternativa ao bloco governista. 

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