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As ações da CSN Mineração (CMIN3) e da CSN (CSNA3) fecharam como as maiores baixas do Ibovespa na sessão desta terça-feira (29). CMIN3 caiu 5,74% (R$ 4,76), enquanto CSNA3 teve baixa de 9,85%, a R$ 5,40, em um dia também de nova baixa para o minério de ferro.
O movimento ocorre após a CSN Mineração ter anunciado uma redução temporária na produção de minério de ferro de menor teor na planta de processamento a seco do Complexo Pires, em Ouro Preto, citando condições de mercado mais desafiadoras e a pressão dos elevados custos de frete.
A empresa observou que a medida poderá ser revertida assim que as condições de mercado permitirem margens mais robustas para esse tipo de minério.
Simultaneamente, a companhia reduziu sua projeção de produção e compra de minério de terceiros para 2026, passando da faixa anterior de 45 a 47 milhões de toneladas para 39 a 41 milhões de toneladas, ao mesmo em que elevou a estimativa de custo caixa C1 de US$ 22,00 a 23,50/tonelada para US$ 25,00 a 26,00
O Bradesco BBI aponta que o movimento está amplamente alinhado com o que já tinha sido apontado, uma vez que a combinação atual de fretes elevados e preços de minério de ferro pressionados continua a comprometer a viabilidade das exportações e a provocar novas reduções na oferta por parte de mineradoras de pequeno e médio porte no Brasil.
Considerando o ponto médio das faixas revisadas, a produção do segundo semestre de 2026 cairia 20% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o custo caixa C1 aumentaria 24%, o que implica uma revisão significativa para baixo -de cerca de 20% -em nossas estimativas de EBITDA para 2026.
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O banco já esperava uma reação negativa do mercado para as ações da CSN e da CSN Mineração na sessão de hoje. “Por outro lado, isso pode sinalizar que os preços do minério de ferro atingiram o piso, já que a resposta da oferta parece estar ocorrendo antes do esperado pelo mercado -um cenário positivo para produtores de baixo custo”, avalia.
