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O JPMorgan manteve a recomendação overweight (acima da média do mercado) para as ações da Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, mas reduziu o preço-alvo para dezembro de 2027 de R$ 67,50 para R$ 63.
Mesmo com o corte, o banco estima retorno real de 11,7% ao ano e retorno total de 31% para a ação.
Segundo o JPMorgan, há duas principais incertezas no curto prazo: os preços de energia elétrica em 2027 e 2028 e o cenário macroeconômico brasileiro, especialmente diante das eleições.
A Axia possui uma parcela relevante de sua capacidade de geração sem contratos a partir de 2027, o que aumenta a exposição da companhia aos preços no mercado de energia.

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O banco estima que a Axia possa oferecer dividend yield (dividendo sobre preço de ação) de cerca de 9% entre 2027 e 2030 em seu cenário-base. Para 2027, a projeção é de dividend yield de 9,7%, considerando preços de energia próximos de R$ 283/MWh. Em um cenário mais conservador, com preços de R$ 150/MWh, o retorno cairia para 4,5%. Já com preços de R$ 300/MWh, poderia chegar a 10,6%.
O JPMorgan observa que os preços de energia em 2026 podem terminar próximos de R$ 190/MWh, bem abaixo dos R$ 325/MWh projetados pelo banco em março. A queda foi influenciada pela redução do risco de escassez após o leilão de capacidade e por condições climáticas mais favoráveis.
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Para 2027 e 2028, porém, há divergência entre os investidores. Enquanto uma visão mais otimista prevê preços mais altos devido à necessidade de acionamento de usinas térmicas, uma perspectiva mais conservadora considera que os preços devem permanecer próximos aos níveis de 2026.
Para os resultados, o JPMorgan projeta receita líquida de R$ 42,2 bilhões em 2026 e R$ 51 bilhões em 2027, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado deve alcançar R$ 28,3 bilhões e R$ 37,7 bilhões, respectivamente. O banco estima ainda lucro líquido ajustado de R$ 8,4 bilhões em 2026 e R$ 16,7 bilhões em 2027.
O banco destaca que cada aumento de R$ 10/MWh nos preços de energia pode elevar o EBITDA em cerca de 2% em 2027 e 2028, reforçando a sensibilidade dos resultados às cotações no mercado de energia.
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A principal tese de investimento do JPMorgan está na geração de caixa e consequente distribuição aos acionistas, por meio de dividendos e recompra de ações. A instituição estima que a companhia mantenha cerca de R$ 10 bilhões por ano em investimentos, ao mesmo tempo em que busca reduzir a alavancagem.
Entre os riscos estão preços de energia inferiores aos projetados e contingências judiciais. A Axia possuía cerca de R$ 22 bilhões em provisões para contingências no segundo trimestre de 2026, segundo o banco. Uma decisão desfavorável sobre os empréstimos compulsórios poderia exigir uma provisão adicional de até R$ 16 bilhões, enquanto uma aceleração no pagamento dessas obrigações poderia pressionar a dívida líquida.