Lula, Flávio ou nenhum dos dois? Real Time testa sentimento do eleitor

Pesquisa divulgada na quinta-feira mede Lula x Flávio e tenta identificar se o eleitor vota por preferência, rejeição ou busca de uma terceira opção

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A Real Time Big Data divulga na quinta-feira (24) uma nova rodada nacional da corrida presidencial com um foco em entender o sentimento que move o eleitor a menos de duas semanas do primeiro turno.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre 19 e 23 de setembro e testa cenários de primeiro e segundo turno. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04202/2026.

O questionário procura identificar se a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) está sendo movida principalmente pela preferência por um dos dois campos ou pela rejeição ao adversário.

Na rodada nacional anterior da Real Time Big Data, divulgada em 1º de setembro, Lula tinha 38% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio, 29%. Augusto Cury aparecia com 10%, seguido por Renan Santos, com 6%, e Ronaldo Caiado, com 4%.

No segundo turno, Lula e Flávio estavam numericamente empatados, com 44% para cada um. Brancos e nulos somavam 9%, e 3% não sabiam ou não responderam.

Eleitor está animado ou apenas escolhendo entre rejeições?

Outro ponto do levantamento será o grau de envolvimento dos brasileiros com a campanha. A Real Time Big Data pergunta se o eleitor está animado, mais ou menos animado ou desanimado com a eleição presidencial. O instituto também mede o nível de esperança em relação ao futuro do país.

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Essas respostas podem ajudar a interpretar a força de Lula e Flávio de uma maneira que os percentuais de intenção de voto, isoladamente, não mostram.

Se crescer a parcela dos eleitores que afirma votar principalmente para impedir um dos dois campos, o resultado indicará uma eleição mais baseada em rejeição. Uma presença relevante da opção por um candidato que não seja nem Lula nem Flávio, por outro lado, ajudará a medir quanto espaço ainda existe para as candidaturas que tentam quebrar a polarização.

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Marina Verenicz
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