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LONDRES, 11 Set (Reuters) – O fornecimento de petróleo da Arábia Saudita caiu 2,3 milhões de barris por dia em relação ao mês anterior, chegando a 6 milhões de bpd em agosto — o nível mais baixo em mais de três décadas –, informou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta sexta-feira, citando ataques a instalações energéticas sauditas.
A queda ocorre após ataques de grupos ligados aos houthis do Iêmen contra navios que transitavam pelo estreito de Bab el-Mandeb, contra a refinaria de Jazan, na Arábia Saudita, e contra navios próximos a Yanbu, informou a IEA em um relatório, além de ataques de milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, que utilizaram drones para atingir a unidade de processamento de petróleo de Abqaiq, na Arábia Saudita.

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A avaliação da IEA sobre a oferta saudita em agosto é inferior à da própria Arábia Saudita, que informou à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que forneceu 7,122 milhões de bpd no mês passado. A Arábia Saudita também informou à Opep que produziu 6,238 milhões de bpd em agosto, valor semelhante ao da IEA.
‘Oferta’ é um termo da indústria petrolífera que visa fornecer um panorama mais claro da quantidade de petróleo que chega ao mercado, pois se refere à soma das exportações de petróleo de um país — incluindo carregamentos provenientes de estoques –, somada ao uso doméstico em refinarias e usinas de energia.
A IEA, em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo, revisou para baixo sua previsão para a oferta de petróleo bruto da Arábia Saudita em 2026 em 885 mil bpd, para 7,6 milhões de bpd, citando um atraso na recuperação da produção no Golfo do Oriente Médio.
Os embarques de petróleo saudita, incluindo os do Mar Vermelho e os chamados ‘transitos marítimos ocultos’, diminuíram em 1,1 milhão de bpd no mês, para 3,5 milhões de bpd, enquanto os estoques diminuíram em 400 mil bpd, informou a IEA.
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