Convenção de meio de mandato em Dallas: Trump aposta tudo no “Trumpapalooza”

Evento de dois dias no Texas evoca época de Ronald Reagan, mas ocorre num momento em que pesquisas mostram queda de popularidade do presidente dos EUA

Preparativos para a Convenção Nacional Republicana de Meio de Mandato no American Airlines Center, em Dallas, no Texas - 07/09/2026 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)
Preparativos para a Convenção Nacional Republicana de Meio de Mandato no American Airlines Center, em Dallas, no Texas - 07/09/2026 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)

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Acontece nesta quarta e quinta-feira (9 e 10 de setembro) em Dallas, no Texas, uma inédita convenção de meio de mandato do Partido Republicano, evento marcado para buscar a união do partido e que visa a eleição de novembro. Mas está tão focado na figura do presidente Donald Trump que ganhou o apelido de “Trumpapalooza”. Mesmo num momento de baixa popularidade, por conta da guerra com o Irã, o presidente quer usar o momento para reforçar os feitos de sua gestão.

Segundo reportagem recente do The New York Times, Trump é, agora, praticamente o presidente de segundo mandato mais impopular nesta fase do governo em toda a história das sondagens de opinião, que começou na década de 1940. Ele só está acima da aprovação de Richard Nixon, que encarava o escândalo de Watergate e que viu números piores pouco ante de renunciar ao cargo.

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Mas neste ano, com as pesquisas de popularidade mostrando Donald Trump em mínimas históricas, o presidente decidiu aposta alto com seu próprio prestígio e convocou uma grande convenção do Partido Republicanos. O evento em Dallas evoca a grande convenção de 1984, que marcou o auge do poder partidário de Ronald Reagan.

A convenção de dois dias no American Airlines Center terá cerca de 50 convidados, a maioria do próprio Texas, e vai tentar colocar nos eixos aquela que é considerado o ciclo eleitoral mais competitivo em anos.

Ainda que Trump tenha vencido no Texas em três oportunidades e o local seja um reduto de ricos doadores conservadores, há um risco real de a cadeira texana do Senado que está em disputa ir parar nas mãos dos democratas. O candidato republicano é o procurador-geral Ken Paxton, endossado por Trump contra o senador John Cornyn, que buscava a reeleição. Mas algumas pesquisas já mostram o democrata James Talarico à frente.

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No campanha, Paxton frequentemente tem reforçado aos eleitores da importância nacional da disputa, dizendo que, se os republicanos perderem o Texas, “nós perderemos o país.”

Jornais e sites de notícias também têm destacado que controle da Câmara dos Representantes também pode depender do Texas — particularmente devido a disputas congressionais na porção mais ao sul do Estado, com forte presença latina. A pedido de Trump, os republicanos redesenharam distritos nessa região, o que causou desagrado na população latina.

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Conquistas e comparações

Espera-se que Trump abra e encerre a convenção, que deve trazer uma programação que destacará as “conquistas” do Partido Republicano na primeira metade do mandato de Trump, entre elas a assinatura Lei One Big Beautiful Bill Act.

Cada hora da convenção será tematizada com diferentes elementos da agenda republicana, incluindo cortes de impostos, fiscalização de fronteiras e “senso comum cultural”.

Trump acredita que essa ênfase em suas ações pode trazer de volta o sentimento que o levou de volta à Casa Branca, em 2024. Recentemente, ele pediu que o eleitor vá às urnas e finja que seu nome está nas cédulas.

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Também se espera uma ênfase nos contraste com o Partido Democrata, cujos candidatos têm sido tratados por Trump e aliados como extremistas de extrema esquerda.

Embora a projeção de comparecimento de cerca de 20 mil pessoas anunciada em junho não tenha sido revista, há dúvidas se o gasto mínimo de US$ 25.000 estimado pode afastar os simpatizantes.

Os democratas do Texas, por sua vez, planejam realizar duas coletivas de imprensa por dia perto do local da convenção, onde seus próprios representantes nacionais e estaduais serão destacados.