Governo Trump retoma tentativa na Suprema Corte dos EUA para limitar voto por correio

A decisão final sobre se as restrições ao voto por correspondência impostas pelo governo podem prosseguir provavelmente cabe agora à Suprema Corte

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Por Tim Reid

WASHINGTON, 6 Set (Reuters) – O governo ⁠Trump renovou neste domingo seu recurso à Suprema ⁠Corte dos Estados Unidos para limitar o voto por correspondência antes ‌das eleições para o Congresso, em novembro, depois que um juiz federal bloqueou essas restrições na semana passada.

Advogados do governo Trump entraram com um ‌pedido de medida cautelar na Suprema Corte do país para permitir que o Serviço Postal dos EUA (USPS) implemente uma regra que restrinja o voto por correspondência, ainda que alguns Estados norte-americanos já tenham começado a enviar cédulas eleitorais pelo correio antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.

A ⁠juíza ‌federal Indira Talwani, de Boston, prorrogou na sexta-feira a proibição que ⁠impede a nova regra de entrar em vigor.

A decisão final sobre se as restrições ao voto por correspondência impostas pelo governo podem prosseguir provavelmente cabe agora à Suprema Corte.

O procurador-geral adjunto John Sauer, representando o governo Trump, instou a Suprema Corte a permitir que a regra entre ​em vigor imediatamente, alertando que cada dia em que a liminar do tribunal de primeira instância permanecer em vigor “corre o risco de semear confusão ​e caos”, à medida que mais Estados emitem cédulas eleitorais pelo correio.

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A juíza da Suprema Corte Ketanji Brown Jackson estabeleceu o prazo até quarta-feira para respostas ao pedido do governo Trump.

O governo havia apresentado anteriormente um pedido de emergência à Suprema Corte para revogar a liminar de ‌curto prazo concedida pela juíza Talwani. Antes que a ​Suprema Corte se pronunciasse sobre esse pedido, ela prorrogou a liminar na sexta-feira, o que levou à nova petição do governo neste domingo.

Trump vem há anos pedindo restrições ao voto ⁠por correspondência, em meio a ​falsas alegações de ​que sua derrota na eleição presidencial de 2020 foi resultado de uma fraude eleitoral generalizada.

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De acordo ⁠com a norma, os Estados devem fornecer ​ao USPS listas dos destinatários das cédulas eleitorais enviadas pelo correio, e todos os envelopes de envio e devolução das cédulas devem conter códigos de barras exclusivos. ​A norma permite que o USPS se recuse a entregar cédulas que não estejam em conformidade com os novos padrões ou ​que estejam associadas a ⁠eleitores que não constem nas listas.

Todos os Estados dos EUA permitem alguma forma de votação por correspondência. ⁠Vinte e nove Estados permitem que os eleitores solicitem o voto por correspondência sem precisar apresentar um motivo, e oito realizam eleições inteiramente por correspondência.

A Carolina do Norte tornou-se na sexta-feira o primeiro Estado a enviar cédulas pelo correio para as eleições de novembro.

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(Reportagem de Tim Reid, em Washington, e Nate Raymond, em ​Boston)