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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou, durante o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), os possíveis impactos do Super El Niño no Brasil. Pelas projeções, em setembro, a indicação é de chuva acima da média nas bacias da região Sul e próxima à histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste. As temperaturas podem oscilar entre a normal e acima da média em grande parte do País, segundo o órgão.
Porém, em um cenário menos favorável com expectativa de aumento da demanda de carga, combinada a condições hidroenergéticas, especialmente nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Norte, a ONS avalia a possibilidade de “despacho da totalidade dos recursos termelétricos e da necessidade de utilização da reserva de potência operativa já a partir de setembro”.
“O Operador acompanha com atenção as condições do sistema nos próximos meses, que marcam a transição entre os períodos seco e úmido, considerando as particularidades das regiões para adotar as medidas operativas mais adequadas a cada cenário. Também estaremos atentos à evolução do fenômeno El Niño, trazendo mês a mês as recomendações ao CMSE”, afirma o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.
Segundo as projeções do ONS, em um cenário superior durante o período do El Niño, que dura até fevereiro de 2027, as condições hidrometeorológicas são menos favoráveis, principalmente no Sudeste/Centro-Oeste, quando comparadas ao estudo anterior. Contudo, a região, assim como o Nordeste, tem perspectiva de início do período úmido dentro da normalidade. No Norte, as vazões têm projeções mais moderadas. Para o subsistema Sul, mantêm-se condições favoráveis por conta da precipitação.
Pelos resultados apresentados, entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, as condições de afluências no Sistema Interligado Nacional (SIN) deverão variar entre 111% e 80% da média histórica (MLT), respectivamente, na previsão mais favorável e na menos otimista.
Se a projeção otimista se confirmar, a Energia Armazenada (EAR) no Sudeste/Centro-Oeste chegaria, ao final de fevereiro de 2027, a um valor 13,2 p.p. acima do registrado no mesmo período de 2026. Já na hipótese menos favorável, ficará 13,7 p.p. abaixo do verificado no mesmo mês avaliado.
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As mesmas projeções para o SIN indicam, para o final de fevereiro de 2027, 15,3 p.p. acima do mesmo período de 2026, na condição otimista; e, no cenário menos favorável, 10,6 p.p. inferior àquele verificado no mesmo mês do ano passado.
