Petróleo Brent sobe mais de 3% acompanhando escalada de tensões no Oriente Médio

Na segunda-feira, o Irã lançou um ataque contra duas bases americanas na Jordânia, em retaliação à ofensiva dos EUA contra a Ilha de Larak

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Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (1), após encerrarem o dia em alta de quase 3% na segunda (31). Mais cedo, um navio-tanque foi atingido por três projéteis de origem desconhecida enquanto atravessava o Estreito de Hormuz, segundo um relatório do Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, avançavam 3,89%, para US$ 94 por barril às 14h (horário de Brasília). No ponto mais alto do dia, por volta das 12h30 (horário de Brasília), os contratos chegaram a custar US$ 94,2. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, subia 4,44%, para US$ 89,60 por barril.

Os preços ganharam mais força após as Forças Armadas dos EUA informarem que começaram a atacar alvos da Guarda Revolucionária no Irã às 13h (horário de Brasília) desta terça-feira.

“Os ataques ocorrem após recentes tentativas de ataque por parte da Guarda Revolucionária contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região”, afirmou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA em comunicado divulgado em X.

Início da semana

Na segunda-feira, o Irã lançou um ataque contra duas bases americanas na Jordânia, em retaliação à ofensiva dos EUA contra a Ilha de Larak. No domingo, forças americanas atingiram dois lançadores de foguetes iranianos localizados na ilha, ação que, segundo relatos, matou três pessoas. Washington afirmou que Teerã pretendia lançar foguetes carregando minas marítimas no Estreito de Hormuz.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira, durante a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, que Teerã responderia imediatamente caso Washington concordasse em retomar seus compromissos previstos no acordo interino firmado em junho, segundo a agência Iranian Student News Agency (ISNA).

Pezeshkian acrescentou que o Irã não busca uma guerra, mas reagirá de forma firme a qualquer ação considerada hostil por parte dos Estados Unidos.

(com CNBC e Reuters)