Rede D’Or e Qualicorp destoam da Hapvida e disparam na Bolsa após resultados do 2T

Companhias registraram fortes altas após o balanço do trimestre

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Foto: Divulgação
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Enquanto Hapvida (HAPV3) desabava na Bolsa, outras duas das principais companhias do setor de saúde que reportaram seus resultados do segundo trimestre de 2026 tinham forte ânimo na Bolsa nesta quinta-feira (13): Rede D’Or (RDOR3) e Qualicorp (QUAL3).

Com isso, as ações das companhias acordaram com grandes amplitudes nesta quinta-feira (13). Por volta das 11h40 (horário de Brasília), as ações da Rede D’Or (RDOR3) subiam quase 6% (5,97%) e os papéis da Qualicorp (QUAL3) superavam os 6%.

Ao final do segundo trimestre, a Rede D’Or, dona da Sulamérica, reportou lucro liquido recorrente de R$ 1,159 bilhões.

O resultado esteve acima das expectativas dos mercados e refletiu, principalmente, os números positivos do negócio hospitalar quanto da companhia de plano de saúde, SulAmérica.

Para o JP Morgan, o resultado respondeu a uma rentabilidade mais forte e não por ter uma surpresa positiva na receita. Os analistas ainda destacam que os fatores responsáveis pela surpresa positiva no balanço da companhia, estavam entre os principais indicadores acompanhados pelos investidores.

Um dos principais destaques da companhia foi a rentabilidade, conforme os analistas. O lucro bruto atingiu R$ 3,5 bilhões, alta de 24% ao ano e 8% acima da estimativa do JP Morgan. A margem bruta também aumentou, subindo 3,5 pontos percentuais no período, para 23,6%.

De acordo com os analistas, o desempenho foi sustentado por uma melhor absorção dos custos hospitalares e por um menor índice de sinistralidade na SulAmérica.

Qualicorp

Apesar da Qualicorp não ter entregue resultados tão fortes quando a Rede D’Or, os analistas mantiveram uma leitura positiva sobre o balanço da companhia.

O principal ponto de pressão foi a queda nas adições líquidas de beneficiários no segmento de afinidade. Ao final do segundo trimestre, a companhia perdeu 39 mil beneficiários.

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De acordo com o Goldman Sachs, a base de beneficiários teria permanecido estável se fosse desconsiderada a limpeza da base de pequenas operadoras da carteira de clientes da empresa. Esse processo vem ocorrendo nos últimos trimestres e se encerrou agora, no 2º tri.

Segundo os analistas do banco, o desempenho foi positivo porque pode indicar alguma estabilização dos volumes daqui para frente, mesmo com o 3º tri sendo mais fraco, em termos de sazonalidade.

Para a XP Investimentos, a companhia continuou enfrentando diluição operacional para além da perda de beneficiários, com a receita caindo 7,5% ao ano e a margem Ebitda ajustada (-CAC) comprimindo 450 pontos-base no período.

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Erick Souza
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