Publicidade
O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta quarta-feira (12) que seu motorista foi acompanhado de forma ostensiva por uma viatura da Polícia Militar depois de deixá-lo em casa na noite anterior.
Segundo Haddad, o funcionário relatou que a viatura emparelhou com o carro, se aproximou do para-choque traseiro e permaneceu por perto em diferentes momentos do trajeto. O petista disse que pretende encaminhar as informações ao governo estadual e pedir esclarecimentos sobre o episódio.
O relato foi feito depois da participação de Haddad no programa Hora do Voto 2026, organizado pela OAB-SP, no centro da capital.
O candidato disse que tomou conhecimento da situação apenas na manhã desta quarta-feira, após conversar com o motorista e com seu advogado, Hélio Silveira.
“O meu motorista foi acompanhado de uma forma estranha, uma pessoa que me deixou em casa. Foi acompanhada de uma forma um pouco ostensiva: você emparelhar o carro, colar no para-choque traseiro, estacionar, acompanhar, estacionar”, afirmou.

Campanha corrige biografia de Flávio Bolsonaro após UFRJ negar registro de pós
Senado e Alerj informavam especialização em Ciências Políticas na universidade

Tarcísio não mencionou o nome do Flávio uma única vez no debate da Band, diz Haddad
O ex-ministro citou investigações e suspeitas envolvendo Flávio, entre elas o caso das “rachadinhas”
Haddad disse que o motorista ficou abalado e chamou atenção para o fato de a viatura estar ocupada por policiais armados.
“Ele é um trabalhador. Estava abalado até agora, porque tinham três fuzis dentro da viatura, as pessoas olhando para ele”, disse.
O candidato afirmou não saber quanto tempo durou o acompanhamento nem o que teria motivado a ação. Também ponderou que pode ter ocorrido algum tipo de confusão.
“Eu não sei o que aconteceu. Quero crer que possa ter havido alguma confusão. Espero que tenha havido uma confusão, mas o meu motorista ficou muito assustado pela maneira como isso aconteceu.”
Continua depois da publicidade
Segundo Haddad, o episódio não teria seguido o padrão de uma abordagem policial convencional, em que o motorista é orientado a parar e apresentar documentos.
“Foi emparelhar o carro, você ficar colado no carro, você estacionar e não sair para pedir documento, pedir para se apresentar. Não foi normal”, afirmou.
O petista disse que as informações serão encaminhadas ao governo de São Paulo com o objetivo de esclarecer o caso e reforçar a segurança de sua equipe.
Continua depois da publicidade
“Nós estamos levando essas informações para o governo do estado para informá-lo do episódio, esperando que ele se esclareça, para resguardar a segurança das pessoas que me acompanham e a minha própria segurança”, afirmou.
O governo de São Paulo foi procurado para comentar o relato e, até a publicação desta matéria, não havia se manifestado.