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O senador e candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez uma cobrança pública à deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) por apoio à candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina.
O episódio expôs novamente as dificuldades enfrentadas pelo partido desde a transferência do domicílio eleitoral do ex-vereador do Rio de Janeiro para o estado do Sul.
A manifestação ocorreu em uma publicação de Campagnolo no Instagram. Em um comentário, Flávio pediu que a parlamentar grave um vídeo pedindo votos para Carlos e vinculou o gesto ao uso político de imagens dele e de Jair Bolsonaro.
“Caso não possa fazê-lo, vou compreender, mas também compreenda se eu te pedir pra não usar mais minha imagem nem a de Jair Bolsonaro. Posso contar com você?”, escreveu o candidato à Presidência.

Campagnolo respondeu que seguirá as definições partidárias para a eleição catarinense. Segundo ela, o trabalho será direcionado aos “objetivos definidos pelo nosso partido em Santa Catarina”.
A cobrança ocorreu depois que um vídeo com Campagnolo passou a circular entre apoiadores do PL. Na gravação, ela aparece com a deputada federal Carol de Toni (PL-SC) e o prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti (PL). Quando Angioletti pede votos para Carlos ao Senado, Campagnolo se afasta da frente da câmera e gesticula com as mãos.
O episódio acrescentou um novo capítulo a um conflito que acompanha a candidatura de Carlos desde sua entrada na política catarinense.

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Antes da definição da chapa, dirigentes do PL em Santa Catarina trabalhavam com Carol de Toni e Esperidião Amin (PP) como candidatos ao Senado. O desenho também ajudaria a sustentar uma aliança do PP com o governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição.
A chegada de Carlos alterou essa composição. Com uma das vagas reservada ao filho de Jair Bolsonaro, Carol chegou a avaliar a saída do partido diante da possibilidade de perder espaço na chapa.
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Naquele momento, Campagnolo e Michelle Bolsonaro manifestaram apoio à permanência da deputada federal. O PL acabou confirmando, em fevereiro, Carlos e Carol como seus dois candidatos ao Senado, deixando Amin fora da composição.
A solução manteve Carol na chapa, mas não encerrou os ruídos em torno do nome de Carlos.