GM dobra aposta na China, renova parceria por 20 anos e vai exportar para o mundo

Joint venture com SAIC foi renovada por 20 anos; Buick e Cadillac chineses vão para Oriente Médio, África e América do Sul a partir deste ano

Reuters

Logo da GM é visto na sede da empresa na China, em Xangai 29 de agosto de 2022 REUTERS/Aly Song
Logo da GM é visto na sede da empresa na China, em Xangai 29 de agosto de 2022 REUTERS/Aly Song

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Por Kalea Hall

DETROIT, 5 Ago (Reuters) – A ⁠General Motors renovou sua joint venture com a ⁠chinesa SAIC Motor Corp por mais 20 anos, permitindo que a ‌montadora norte-americana utilize a China como um centro de exportação em meio à crescente concorrência das marcas chinesas, tanto no mercado ‌interno quanto no exterior.

A prorrogação, anunciada na terça-feira, após uma longa reestruturação da GM na China — que incluiu o fechamento de fábricas e a eliminação de alguns modelos —, marca sua resposta à crescente pressão de montadoras chinesas, como a BYD, tanto na China quanto ⁠nos ‌principais mercados internacionais.

Isso também ressaltou os desafios que a montadora ⁠norte-americana enfrenta para se livrar totalmente da dependência da China em termos de receita, fabricação de baixo custo e conhecimento tecnológico, mesmo com a persistência das tensões geopolíticas.

A montadora norte-americana afirmou na terça-feira que a prorrogação da joint venture 50-50 ​resultará em mais trabalho de desenvolvimento de veículos sendo realizado no maior mercado automotivo do mundo, a fim de atender ​aos gostos locais.

Os termos também permitirão que a GM envie Buicks e Cadillacs da China para o Oriente Médio, África, América do Sul, México e outras regiões da Ásia, começando com as exportações da série Buick Electra, desenvolvida na China, ainda este ‌ano, informou a montadora de Detroit.

A SAIC afirmou ​em comunicado separado que a parceria renovada permitirá que a “inovação local da China seja compartilhada globalmente”.

“Com a P&D (pesquisa e desenvolvimento) e o mercado da China servindo como ⁠vanguarda para retroalimentar ​e fortalecer os outros ​mercados globais da GM, a SAIC-GM estabelece um padrão de referência para outras joint ⁠ventures entre montadoras chinesas e estrangeiras”, ​disse Lei Xing, analista automotivo independente baseado nos Estados Unidos.

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A GM foi uma das primeiras montadoras globais a entrar na China ao conquistar ​uma parceria cobiçada com a SAIC em 1997, e cresceu até se tornar uma das montadoras mais vendidas do ​país.

Mas suas vendas ⁠na China em 2025 caíram para menos da metade do pico de 2017, de mais ⁠de 4 milhões de veículos. Os modelos Buick, Chevrolet e Cadillac estão sendo superados em vendas por marcas chinesas locais, lideradas pela BYD, devido a uma linha limitada de veículos elétricos competitivos.

(Reportagem de Kalea Hall, em Detroit; Zhang Yan, em Xangai, e Qiaoyi Li, em ​Pequim)

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