Publicidade
O Podemos oficializou nesta terça-feira, 4, sua neutralidade na eleição presidencial. Em uma carta divulgada na noite de hoje, a presidente nacional do partido, deputada federal Renata Abreu, disse que a decisão foi tomada após uma consulta a todos os diretórios estaduais da legenda, conforme antecipado pelo Broadcast Político.
“E, quanto mais ouvimos, mais tivemos a certeza de uma coisa: que os desafios que o nosso País está enfrentando são muito maiores do que a disputa política e ideológica”, afirma Renata Abreu em seu texto. Ela defende que o Brasil necessita de pessoas dispostas a ouvir, com capacidade de diálogo e com “coragem para construir consensos”.

Quaest: Lula mantém 39%, Flávio sobe a 30% e encurta disputa no 1º turno
Pesquisa mostra redução da vantagem de Lula após uma semana marcada por fatos negativos para o governo e reação de Flávio Bolsonaro em segmentos decisivos do eleitorado

‘Swing voters’ ou indecisos: eleitorado neutro poderá definir o próximo presidente
Com rejeição elevada dos principais candidatos e cenário estável nas pesquisas, analistas avaliam que os votos ainda em disputa serão decisivos em outubro
“É nesse Brasil que nós acreditamos. E foi justamente por acreditar nesse Brasil, depois de ouvir o partido de Norte a Sul e construir essa decisão de forma coletiva, que o Podemos definiu permanecer neutro na disputa presidencial. Essa posição representa milhões de brasileiros que não aguentam mais ver a divisão ocupar o lugar da união, o confronto ocupar o lugar do diálogo e a polarização ocupar o lugar das soluções”, escreveu a presidente do Podemos.
Renata Abreu chegou a ser sondada para ser vice do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, mas a aliança enfrentou a contrariedade de diretórios do Nordeste, que avaliavam que a ligação com o bolsonarismo poderia prejudicar a votação de parlamentares entre eleitores mais alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a decisão, o Podemos se junta a outras legendas do Centrão que anunciaram a neutralidade na disputa ao Palácio do Planalto, como MDB, União Brasil, PP e Republicanos.